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Suspensão do plano de saúde mobiliza protesto de trabalhadores da educação em Manaus

Trabalhadores protestam contra suspensão do plano de saúde - Reprodução

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) ingressou com um mandado de segurança na Justiça solicitando o restabelecimento imediato do atendimento do plano de saúde dos servidores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), suspenso desde o dia 2 de abril.

A ação pede a retomada, com urgência, dos atendimentos de trabalhadores que realizam tratamentos oncológicos, pré-natal e psicoterapia, além de dependentes – especialmente crianças neurodivergentes que necessitam de terapias contínuas.


Paralelamente à medida judicial, trabalhadores da educação realizaram um protesto, na manhã de hoje, em frente à sede do Governo do Estado, em Manaus, cobrando a normalização imediata dos atendimentos e o cumprimento da data-base da categoria, vencida em 1º de março, sem anúncio de reajuste salarial.

A suspensão do plano ocorre em meio à falta de repasses do governo estadual à operadora Hapvida.

Documento ao qual o sindicato teve acesso aponta a existência de oito parcelas em aberto, que somam mais de R$ 52 milhões.

“Esta é a quarta vez que nossos atendimentos são suspensos por falta de pagamento por parte do governo do Estado. Dinheiro tem. Queremos saber por que deixam a saúde faltar. O plano de saúde é uma conquista dos trabalhadores em educação. É um desrespeito conosco”, afirmou a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

Foto: Divulgação

Saúde mental na educação

A interrupção do atendimento agrava um cenário já preocupante. Dados da Junta Médica Estadual indicam que, apenas em 2025, 6.735 servidores da Seduc foram afastados por problemas de saúde mental – muitos deles dependentes de acompanhamento médico e psicológico agora suspenso.

Diante da situação, o Sinteam convocou uma assembleia geral para esta terça-feira, 7 de abril, quando a categoria – composta por professores, pedagogos, merendeiros e servidores administrativos – deve deliberar sobre os próximos encaminhamentos do movimento.

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