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ESCÂNDALO EM PARINTINS: Justiça cita ex-secretário de Wilson Lima por uso da máquina eleitoral

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Carta Precatória expedida pela 4ª Zona Eleitoral de Parintins foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico; Marcos Apolo Muniz de Araújo tem cinco dias para apresentar defesa no processo originário

A Justiça Eleitoral do Amazonas formalizou a citação do ex-secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado, Marcos Apolo Muniz de Araújo, no âmbito das investigações sobre o escândalo eleitoral conhecido como “QG do Crime”, que marcou o pleito municipal de 2024 em Parintins. A ordem judicial, publicada no Diário da Justiça Eletrônico do TRE-AM, concede o prazo de cinco dias para que o investigado apresente defesa.


O ato processual foi viabilizado por meio de uma Carta Precatória Criminal (355) Nº 0600030-46.2026.6.04.0004, oriunda do Juízo da 004ª Zona Eleitoral de Parintins e cumprida pelo Juízo da 002ª Zona Eleitoral de Manaus. O despacho, assinado pelo juiz eleitoral Antônio Itamar de Sousa Gonzaga, determina o cumprimento da medida com urgência.

O processo originário (PJE 0600782-86.2024.6.04.0004) investiga o uso da máquina pública do Governo do Estado do Amazonas para influenciar as eleições em Parintins. As investigações apontam que Marcos Apolo Muniz de Araújo, enquanto ocupava cargo estratégico na gestão de Wilson Lima (União Brasil), teria participado de ações para beneficiar a candidata governista Brena Dianná, derrotada nas urnas, e atual deputada estadual.

O escândalo do ‘QG do Crime’

O caso “QG do Crime” ganhou repercussão nacional em outubro de 2024, após a divulgação de vídeos e áudios que revelaram um esquema de uso da estrutura governamental para perseguição política, coação de eleitores e fomento ao crime organizado em Parintins.

As provas obtidas pela Polícia Federal (PF) apontam que secretários de Estado e membros da alta cúpula do governo Wilson Lima articulavam ações criminosas, incluindo promessas de vantagens a lideranças de facções em troca de apoio eleitoral e a utilização de agentes e viaturas da Polícia Militar para intimidar opositores.

A citação de Marcos Apolo representa um avanço significativo nas investigações, que buscam responsabilizar os envolvidos no esquema e apurar os danos causados à lisura do processo eleitoral. O desdobramento do caso pode ter impactos políticos e jurídicos expressivos, tanto em Parintins quanto no cenário estadual.

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