
Leste do Estado está entre as áreas com previsão de calor mais intenso; El Niño pode prolongar estiagem e atrasar retorno das chuvas
O calor deve ganhar ainda mais força no Amazonas nos próximos meses. Segundo previsão da Climatempo divulgada nesta terça-feira (22), algumas áreas do Estado poderão registrar temperaturas superiores a 40°C, principalmente a partir de outubro.
O leste do Amazonas aparece entre as regiões brasileiras com possibilidade de enfrentar os maiores extremos de temperatura durante o período. A previsão também inclui áreas de Roraima, Pará, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e estados do Nordeste.
A projeção, no entanto, não significa que os termômetros permanecerão acima dos 40°C continuamente. A indicação é de possibilidade de episódios de calor extremo ao longo dos próximos meses.
Quais cidades podem ser afetadas?
A faixa apontada pela Climatempo fica na porção leste do Amazonas, próxima à divisa com o Pará. O instituto não especificou quais municípios deverão superar os 40°C, mas, considerando a localização geográfica da área, estão nesse eixo cidades como Parintins, Barreirinha, Nhamundá, Boa Vista do Ramos, Maués, Itacoatiara, Itapiranga, Silves, Urucará, Urucurituba e São Sebastião do Uatumã.
Isso não significa que todas essas cidades registrarão necessariamente temperaturas acima dos 40°C. Os municípios estão dentro da região indicada pela previsão como mais suscetível ao calor extremo.
Manaus não foi citada especificamente na projeção. Por isso, os dados disponíveis não permitem afirmar que a capital atingirá a marca de 40°C.
El Niño pode prolongar estiagem
O cenário de calor está associado também à atuação do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial e que altera os padrões de circulação atmosférica e distribuição das chuvas.
Projeções para o trimestre de setembro, outubro e novembro apontam alta probabilidade de manutenção do fenômeno em intensidade muito forte. No Amazonas, um dos possíveis efeitos é o prolongamento do período de estiagem, acompanhado de temperaturas elevadas e maior irregularidade das chuvas.
O padrão climático do Estado é diferente daquele observado em regiões do Sul e Sudeste. No Amazonas, a população costuma dividir o ano principalmente entre o período chuvoso, conhecido como inverno amazônico, e a fase de menor ocorrência de chuvas, chamada de verão amazônico.
É justamente durante esse período mais seco que o calor tende a se intensificar.
Chuvas devem retornar gradualmente
A previsão indica que outubro ainda poderá ser marcado por tempo mais firme e temperaturas elevadas em parte da Região Norte. A retomada das chuvas deve ocorrer de maneira gradual, começando por áreas do oeste da Amazônia.
Uma mudança mais abrangente é esperada a partir de novembro, quando as precipitações devem avançar sobre áreas do Acre, Rondônia e Amazonas. Mesmo com o retorno das chuvas, algumas localidades podem continuar registrando volumes abaixo da média.
Calor exige atenção
Além do desconforto provocado pelas altas temperaturas, períodos prolongados de calor e estiagem podem aumentar a necessidade de cuidados com hidratação e exposição ao sol. A combinação de tempo seco, altas temperaturas e possíveis queimadas também pode afetar a qualidade do ar em determinadas áreas.
Para os próximos meses, a tendência é de um Amazonas marcado por temperaturas elevadas e retorno irregular das chuvas. O cenário deve ser acompanhado pelos órgãos de meteorologia, principalmente diante da possibilidade de episódios de calor acima dos 40°C no leste do Estado.




