
No dia 4 de outubro, o Brasil vai às urnas para eleger os 513 deputados federais que representarão os 26 estados e o Distrito Federal aqui na Câmara dos Deputados.
A distribuição de deputados federais no Brasil ocorre conforme a quantidade de vagas por estado e proporcional à população. No acaso da eleição proporcional, significa que o eleitor vota no candidato de sua preferência, mas o voto dele vai primeiro para a “sacola” do partido e distribuído depois para os mais votados.
O total de ‘vagas que o partido ganha’ depende da soma de votos de todos os seus candidatos mais os votos na legenda. Se um partido conseguiu direito a 5 vagas, os 5 candidatos mais votados dentro daquele partido ficam com as cadeiras.
Isso explica por que, às vezes, um candidato com 100 mil votos fica de fora se o partido dele foi mal, enquanto outro com 40 mil votos é eleito porque o partido dele recebeu muitos votos no total.

Tamanho da população
A distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados é feita de acordo com o tamanho da população de cada Estado, com base nos dados fornecidos pelo IBGE no ano anterior à eleição. Quanto mais habitantes, maior o número de deputados. A lei define que nenhum estado pode ter menos de 8 e nenhum pode ter mais de 70 deputados federais.
São Paulo por exemplo, tem a maior bancada, com 70 deputados, enquanto 11 estados e o Distrito Federal elegem 8, cada um, entre eles o Amazonas.
Força política na Casa
São Paulo é o estado mais populoso do Brasil, com cerca de 44,4 milhões de habitantes. Enquanto que o Amazonas, que possui uma população muito menor, com cerca de 3,9 milhões de habitantes, deverá eleger 08 representantes na Casa legislativa nacional.
No entanto, se fosse seguir à risca a proporcionalidade populacional, estados vizinhos da região Norte ainda menos povoados (como Roraima, Amapá e Acre) teriam direito a apenas 1 ou 2 deputados se a regra fosse estritamente matemática.
Contudo, para garantir que nenhuma unidade federativa fique sem força política mínima e equilibrar o pacto federativo, a Constituição assegura que o piso mínimo para qualquer estado é de 8 deputados. O Amazonas fica nessa linha de corte básica.
Eleições 2026
Nessas eleições o eleitor terá de votar em 6 cargos no total – 01 deputado federal, 01 deputado estadual/distrital, 02 senadores, governador e presidente da República.
O tamanho da fatura
Cada deputado federal custa em média R$ 3,2 milhões a R$ 3,5 milhões por ano aos cofres públicos. Isso se levarmos em conta o salário, cotas e verbas de gabinete.
Os principais gastos mensais por parlamentar na Câmara dos Deputados são:
- Salário: R$ 46.366,19 brutos por mês.
- Verba de Gabinete: limite de até R$ 165.806,07 mensais por deputado para contratar até 25 secretários parlamentares (com salários entre R$ 1.710,83 e R$ 25.958,90).
- Cota Parlamentar (CEAP): Varia conforme o estado do parlamentar (destinada a despesas como passagens aéreas, combustível, divulgação e aluguel de escritórios).
- Auxílio-Moradia ou Imóvel Funcional: R$ 4.253,00 mensais em auxílio em dinheiro ou direito ao uso de um apartamento funcional em Brasília. Entre outros.
Cuide bem do seu voto! O nosso futuro está em jogo.




