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Amazonas reduz desmatamento em 57% nos cinco primeiros meses de 2026

Arquivo/Ipaam

A área desmatada no Amazonas caiu 57% entre janeiro e maio de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados, monitorados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) com base no sistema Deter/Inpe, mostram redução de 14.263 para 6.081 hectares desmatados — uma diferença de 8.182 hectares, equivalente a cerca de 11,5 mil campos de futebol.

O número de alertas de desmatamento também diminuiu 45%, passando de 772 para 423 registros. As informações são analisadas pelo Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP) do Ipaam.


Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o monitoramento diário por satélite permite ações de fiscalização mais rápidas e estratégicas, contribuindo para a redução do desmatamento ilegal.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, os resultados refletem a atuação integrada dos órgãos estaduais, com uso de inteligência territorial, fiscalização em campo e políticas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.

Entre os municípios com maiores índices de desmatamento no período, Apuí lidera tanto em número de alertas (43) quanto em área desmatada (1.652 hectares). Em seguida aparecem Lábrea, com 33 alertas e 1.401 hectares desmatados, e Humaitá, com 23 alertas. Novo Aripuanã registra a terceira maior área desmatada, com 813 hectares.

Criado pelo Inpe em 2004, o sistema Deter utiliza imagens de satélite para identificar desmatamento, degradação florestal e exploração madeireira, auxiliando as ações de fiscalização ambiental no estado.

Os resultados também são apoiados pela Operação Tamoiotatá, que desde 2021 reúne órgãos estaduais em ações de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas. Em sua sexta edição, a operação atua em áreas prioritárias com fiscalizações, embargos e aplicação de autos de infração. A iniciativa seguirá até dezembro de 2026, durante o período mais crítico da estiagem, com recursos do Programa Floresta em Pé.

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