
O coronel da reserva Walter Cruz voltou ao centro de uma polêmica após fazer declarações contra a ex-primeira-dama Isabelle Almeida durante um programa de rádio. As críticas ocorreram justamente no dia em que Isabelle recordava os seis meses da morte do filho, circunstância que gerou reações e acusações de falta de sensibilidade.
Para críticos do militar, a ofensiva verbal teria como objetivo desviar a atenção de questionamentos relacionados à sua atuação na administração pública, especialmente de uma condenação do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que determinou o ressarcimento de aproximadamente R$ 10,8 milhões aos cofres públicos em processo ligado à sua gestão no antigo Manaustrans.
O caso envolve um contrato de cerca de R$ 98 milhões firmado com a empresa Consladel para a operação de radares eletrônicos. Segundo decisão da Corte de Contas, houve irregularidades na contratação, resultando na aplicação de sanções ao então gestor.
Além desse episódio, Walter Cruz também é cobrado por opositores a esclarecer recursos destinados à contratação, sem licitação, de uma consultoria vinculada ao ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani. O contrato, de aproximadamente R$ 5,5 milhões, também foi alvo de questionamentos públicos.
Enquanto a repercussão das declarações contra Isabelle Almeida cresce, adversários políticos afirmam que Walter Cruz ainda precisa responder aos questionamentos relacionados à sua gestão administrativa. Para eles, o episódio reforça o debate sobre a necessidade de priorizar a discussão de temas de interesse público em vez de ataques pessoais, especialmente quando envolvem pessoas em situação de luto.




