
Passar muitas horas sentado faz o corpo reduzir o gasto de energia e desacelerar processos importantes para controlar a glicose, as gorduras no sangue e a circulação. O problema não é sentar, mas permanecer longos períodos sem interrupção.
Segundo especialistas, os principais impactos atingem o metabolismo, o sistema cardiovascular, os músculos e as articulações. Com menos contração dos músculos das pernas, o controle da glicose e das gorduras piora, o gasto energético diminui e a circulação fica menos eficiente, favorecendo inchaço e aumentando, ao longo dos anos, o risco de doenças cardiovasculares.
Estudos indicam que os riscos começam a aumentar quando a pessoa passa entre seis e oito horas por dia sentada, tornando-se ainda maiores acima de nove ou dez horas. Além do tempo total, a forma como ele é distribuído também importa: fazer pausas frequentes é mais benéfico do que permanecer horas seguidas na mesma posição.
A permanência prolongada sentado também sobrecarrega a coluna e reduz a ativação de músculos importantes, como glúteos, abdômen e costas, favorecendo dores, alterações posturais e rigidez.
Praticar exercícios físicos ajuda, mas não elimina totalmente os efeitos do comportamento sedentário. Mesmo quem se exercita regularmente deve interromper os períodos prolongados sentado com pequenas pausas ao longo do dia.
A recomendação é levantar, caminhar ou se movimentar por alguns minutos a cada 30 minutos de trabalho. Alongamentos ajudam a aliviar a rigidez, mas movimentos que ativam os músculos das pernas trazem maiores benefícios para o metabolismo. Trabalhar em pé também pode ser útil, desde que haja alternância entre as posições.
Sinais como inchaço nos pés, pernas pesadas, rigidez, dores nas costas e no pescoço, formigamentos e queda de energia podem indicar que a rotina sedentária está afetando o organismo.
Para reduzir os danos, vale criar pausas programadas, levantar entre reuniões, caminhar, buscar água, atender ligações em pé e investir em exercícios de fortalecimento. Ajustar a ergonomia do ambiente é importante, mas não substitui a necessidade de movimentar o corpo ao longo do dia.
*Com informação do g1




