
Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, tomou uma decisão que tem gerado controvérsias e debates acalorados: o reajuste de 60% no valor das diárias destinadas aos parlamentares em viagens pelo Brasil. O ato, assinado por ele em 17 de abril, foi oficializado na edição mais recente do Diário da Câmara dos Deputados.
Esse aumento representa a primeira atualização nos valores desde 2012. As diárias têm a finalidade de cobrir despesas como pousada, alimentação, locomoção urbana e adicionais de embarque e desembarque para os deputados e seus assessores em viagens a serviço da Casa, em missões oficiais ou em treinamentos de interesse da Câmara.
Segundo as novas regras, o presidente da Câmara passará a receber R$ 981 por dia, um aumento significativo em relação aos anteriores R$ 611. Já os deputados terão direito a R$ 842, um salto em relação aos R$ 524 anteriores. Quanto aos servidores e colaboradores, o valor do benefício dependerá da classificação do cargo, podendo alcançar até R$ 785.
Além do aumento nas diárias, houve também uma correção no auxílio destinado a cobrir as despesas de deslocamento entre o local de embarque ou desembarque e o local de trabalho ou hospedagem, que passará de R$ 279 para R$ 448.
É importante ressaltar que os valores para viagens internacionais permanecerão inalterados, variando entre US$ 196 e US$ 550.
O presidente da Câmara justificou o reajuste afirmando que ele é correspondente à variação acumulada do IPCA entre junho de 2015 e março de 2024, totalizando 60,62%. Lira também destacou que os valores das diárias não sofriam atualização desde sua edição em abril de 2012, enquanto o IPCA acumulou uma variação de 99,79% nesse período.
A medida tem gerado debates intensos, com críticas quanto à oportunidade e à magnitude do aumento, especialmente em um momento em que o país enfrenta desafios econômicos e sociais significativos. A transparência e a eficiência na utilização dos recursos públicos tornam-se temas centrais nesse contexto, enquanto a sociedade aguarda por mais esclarecimentos e posicionamentos das autoridades responsáveis.
Fonte: G1