
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) reforçou a segurança no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (1º), um dia antes do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Grades de contenção foram instaladas ao redor do prédio presidencial, medida que, segundo o órgão, faz parte dos protocolos de segurança diante da possibilidade de manifestações na região.
De acordo com o GSI, o recurso já foi utilizado em outras ocasiões, como visitas de chefes de Estado e durante o 7 de Setembro.
A preocupação também se estendeu ao STF, que adotou medidas extras de policiamento dentro e fora do tribunal. Um grupo de policiais permanece no prédio inclusive à noite, e varreduras de rotina nas residências dos ministros foram intensificadas — prática reforçada desde novembro de 2023, quando um homem detonou uma bomba em frente à Corte, tirando a própria vida.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que o policiamento na Praça dos Três Poderes será ampliado, com atenção às vias de acesso (S1 e S2). O monitoramento pode incluir abordagens e revistas de mochilas em situações suspeitas, em cumprimento à decisão do STF que proíbe acampamentos e bloqueios na área. Até o momento, não há registro de manifestações programadas para coincidir com o julgamento.
Coincidência com o 7 de Setembro
O julgamento de Bolsonaro e sete aliados, acusados de participação em uma trama golpista entre 2022 e 2023, terá início nesta terça-feira (2) e se estenderá até 12 de setembro. As sessões coincidem com o feriado da Independência, tradicionalmente marcado por atos políticos em Brasília.
Em nota, o STF afirmou que possui “plano estruturado para todas as grandes manifestações”, elaborado em conjunto com a Secretaria de Segurança do DF, e que mantém análises de risco atualizadas. Entre as medidas previstas, está a restrição de acesso à Praça dos Três Poderes durante os atos.
O reforço de segurança deverá se prolongar até o fim do mês, já que no dia 29 de setembro ocorre a posse do novo presidente do STF, ministro Edson Fachin.
O julgamento
O processo contra Bolsonaro e seus aliados é considerado prioridade pela Corte. Os réus, integrantes do chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado, respondem por crimes que podem resultar em penas superiores a 40 anos de prisão.
O caso será julgado pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, com relatoria de Alexandre de Moraes. Também compõem o colegiado os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Além da sessão de terça-feira, os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro foram reservados para a análise do caso.
Fonte: R7




