
Por decisão judicial, as atividades da empresa MHX Serviços de Mineração e Empreendimentos Ltda, que explorava diamantes em Manicoré e Novo Aripuanã, no sul do Amazonas, estão suspensas. De acordo com a denúncia, a empresa praticava crimes de operação e esquema de extração ilegal de minérios, usurpação de matéria-prima da União, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, apresentação de documentos falsos e associação criminosa.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça, os denunciados tornaram-se réus e vão responder ao processo. Além de suspender as atividades da empresa, a Justiça determinou aos três sócios medidas cautelares que incluem comparecimento periódico em juízo, proibição de se ausentar da cidade e de manter contato entre si.
Tais medidas foram uma substituição ao pedido de prisão preventiva dos envolvidos feito pelo Ministério Público Federal (MPF), e foram consideradas suficientes para a garantia da ordem pública e da continuidade da rotina do processo. Práticas ilegais, que visavam inserir os diamantes no mercado formal, só foram possíveis por meio da apresentação de documentações falsas à Agência Nacional de Mineração (ANM). Entre esses documentos estavam requerimentos para a emissão do Certificado Kimberley Process (CPK), registro responsável pelo controle internacional da comercialização de diamantes.
As investigações coordenadas pela Operação Adamas concluíram que a exploração de diamantes, de propriedade da União, acontecia de forma organizada e deliberada, por meio da pessoa jurídica MHX Serviços de Mineração e Empreendimentos Ltda. A atividade ilegal foi conduzida pelos três sócios da empresa e ocorreu durante o período entre 2 de julho de 2013 e 4 de abril de 2019, sem qualquer autorização válida para a extração do mineral.




