Ator francês Louis Jourdan, um dos vilões em ‘007’, morre aos 93 anos

Ator Louis Jourdan, morre, aos 93 anos/Foto: AP

Ator Louis Jourdan, morre, aos 93 anos/Foto: AP
Ator Louis Jourdan, morre, aos 93 anos/Foto: AP

O ator francês Louis Jourdan, que fez carreira em Hollywood após a Segunda Guerra Mundial e protagonizou filmes como ‘Gigi’, morreu em sua casa em Beverly Hills, aos 93 anos, informou ontem, domingo (15) seu biógrafo, Olivier Minne.

O ator, que fez papéis de galã francês quando era mais novo e depois se especializou nos vilões sofisticados, trabalhando com artistas da envergadura de Brigite Bardot e Maurice Chevalier, morreu de causas naturais, segundo seu biógrafo oficial, que foi o encarregado de anunciar sua morte.

Nascido em Marselha no dia 19 de junho de 1921, Jourdan se educou na França, na Inglaterra e na Turquia e estudou interpretação na famosa escola de Arte Dramática de René Simon.

Quando jovem, trabalhou em várias comédias românticas e dramas em seu país, mas durante a ocupação alemã, depois que seu pai foi detido pela Gestapo, se negou a participar em filmes com propaganda nazista.

Em 1948, o produtor e roteirista David O. Selznick o convidou para participar de uma produção de Hollywood em ‘Agonia de Amor’, dirigida por Alfred Hitchcock e protagonizada por Gregory Peck e Ann Todd, filme no qual interpretou um papel secundário.

A partir daí, se transformou em um rosto habitual dos filmes da era dourada de Hollywood, fazendo papéis de galã francês e trabalhando junto com atrizes como Gina Lollobrigida, Joan Fontaine, Marie Laforet, Grace Kelly e Shirley MacLaine.

Entre os filmes que protagonizou se destacam o musical ‘Gigi’ (1958), ‘Can-Can’ (1960), ‘A Vingança de Monte Cristo’ (1961), ‘Feita em Paris’ (1966), ‘Julie’ (1956), na qual fazia papel de vilão, e ‘To Die in Paris’ (1968), entre muitas outras.

Já mais velho, começou a fazer papéis de vilão, como no filme ‘007 Contra Octopussy’ (1983), da saga de James Bond, e em ‘O Homem da Máscara de Ferro’ (1977), com Richard Chamberlaine.

Em 2010 recebeu a Legião de Honra, a máxima condecoração da França. Sua esposa, Berthe Frederique Jourdan, com quem esteve casado por mais de 60 anos, morreu no ano passado.

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