
Justiça Eleitoral autoriza Avante a auditar dados de pesquisas dos institutos Veritá e OPP sobre Eleições 2026
O juiz Cássio André Borges dos Santos, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), autorizou o partido Avante, que tem como pré-candidato ao governo do estado o ex-prefeito de Manaus, David Almeida, a realizar uma auditoria completa nos dados técnicos das pesquisas eleitorais registradas pelos institutos Veritá Ltda e OPP O Primeiro Portal Pesquisa de Mercado Ltda.
As decisões, assinada nesta quarta-feira (13/05), atendem a pedidos da agremiação para fiscalizar os bastidores dos levantamentos nº AM-04742/2026 e AM-03018/2026, que projetam cenários para os cargos de governador, senador e deputados nas Eleições Gerais de 2026.
A medida obriga as empresas a disponibilizarem, em formato digital editável (.xlsx), o acesso integral ao sistema interno de controle e fiscalização da coleta de dados.
O Avante busca conferir elementos cruciais como a identificação dos entrevistadores, planilhas individuais de campo, questionários aplicados, notas fiscais e a identificação dos profissionais de estatística responsáveis.
O partido fundamentou a ação no direito legal de conferência garantido pela Lei das Eleições, ressaltando que o objetivo é garantir a transparência e não necessariamente impugnar os resultados neste momento.
Em seus despachos, o magistrado ressaltou que a integridade dos registros de coleta e bases de dados é fundamental para a higidez do controle eleitoral.
Além de autorizar o acesso, o juiz determinou que os institutos preservem integralmente toda a documentação auditável, proibindo qualquer supressão ou alteração de arquivos originais.
A decisão contou com o parecer favorável do Ministério Público Eleitoral, que destacou a legitimidade do partido para exercer tal fiscalização.
Os institutos Veritá e OPP têm o prazo de 48 horas para cumprir as determinações judiciais, sob pena de sanções legais.
Com a autorização, os dados que embasaram as recentes divulgações de intenção de voto no Amazonas passarão por um rigoroso crivo técnico, assegurando que a metodologia e a coleta de campo estejam em conformidade com as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).




