
A repetição da intriga bolsonarista envolvendo o nome da Padroeira do Brasil na política, traz de volta à memória o ‘bardernaço’ ocorrido no Dia de Nossa Senhora Aparecida na campanha presidencial de 2022.
Naquele dia 12 de outubro de 2022, a ída do candidato à reeleição Jair Bolsonaro, ao Santuário Nacional de Aparecida foi marcada por tumulto, arruaçs, manifestações políticas e hostilidade de parte de um bando de bolsonaristas. Durante e depois da passagem do então presidente, houve gritos, vaias, discussões e tensão dentro e no entorno do Santuário Nacional.
Registrado pela imprensa
Profissionais do UOL, SBT e TV Vanguarda relataram ameaças, xingamentos e tentativas de agressão enquanto cobriam a movimentação. Um cinegrafista chegou a ser empurrado durante uma das confusões.
Outro episódio ocorreu quando um homem usando camiseta vermelha e com mensagem contrária a Bolsonaro foi cercado e perseguido por bolsonaristas enlouquecidos. Tudo isso dentro dentro do Santuário, sob gritos políticos. Ele conseguiu deixar o local sem ser agredido fisicamente.
Reação de padres
A tensão levou religiosos a reagirem. O padre Camilo Júnior lembrou aos fiéis que aquele era um dia dedicado à oração e afirmou que “hoje não é dia de pedir voto. Hoje é dia de pedir benção”, depois da passagem de Bolsonaro pelo Santuário. Outro sacerdote precisou pedir silêncio dentro da Basílica para que a celebração pudesse começar.
Um dia antes, a própria CNBB havia alertado contra a exploração da fé e da religião como instrumento para angariar votos no segundo turno de 2022.
Quatro anos depois
O filho 01 do Bolsonaro e candidato à presidência da República, volta a protagonizar mifestações polêmicos. O episódio ganha novo significado quatro anos depois, quando Nossa Senhora Aparecida volta ao centro da discussão política nacional e tem sob ameaça dos bolsonaristas o título de Padroeira do Brasil, novamente.
A pergunta agora é se o debate atual sobre manifestações políticas de religiosos será feito lembrando também que, em 2022. É bom lembrar, que o principal Santuário católico do País já havia sido transformado, naquele 12 de outubro, em cenário de forte manifestações de intransigência, estupidez provocado por bolsonaristas apoiadores do então presidente.
Dano bolsonarista
Existe um ponto comum impossível de ignorar: em duas eleições consecutivas, Nossa Senhora Aparecida acabou sendo envolvida por bolsonaristas em uma guerra política partidária insana.




