Bebê morre em hospital de Jutaí após o uso improvisado de garrafa Pet

A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) encaminha, hoje, segunda-feira (01), uma equipe da Secretaria-Adjunta de Atenção Especializada do Interior para investigar um caso de repercussão na unidade hospitalar de Jutaí, distante 750 quilômetros de Manaus. A precariedade e a falta de material fez com que com que os médicos improvisassem o uso de uma garrafa Pet no hospital do município, para levar oxigênio para um casal de gêmeos recém-nascidos, na incubadora, na última quinta-feira (28). Um dos bebês acabou morrendo.

A tia de um dos bebês, Rayssa Neres Pinho, 19, que mora em Manaus, acusa a precariedade da unidade hospitalar como um dos fatores que contribuiu para a morte do sobrinho: “Absurdo usarem uma garrafa Pet para levar oxigênio para bebês em uma unidade hospital”, afirmou ela. Os médicos do hospital de Jutaí justificaram o improviso afirmando que a unidade não dispunha de máscara de Venturi, que faz o trabalho de ventilação para recém-nascidos.
A Secretaria de Estado de Saúde divulgou nota neste domingo sobre o caso.

Eis o conteúdo da nota:

A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informa, em relação ao atendimento aos recém-nascidos mencionados pela reportagem, que não foi acionada pelo hospital de Jutaí informando da gravidade da situação, para receber as orientações necessárias e nem solicitando serviço de remoção aérea, que está funcionando normalmente para os casos de maior gravidade que não podem ser resolvidos nos municípios. Nesta segunda-feira (1), a Susam enviará ao município uma equipe da Secretaria-Adjunta de Atenção Especializada do Interior para investigar o caso e adotará as medidas cabíveis. Acionada neste final de semana pela Susam, a direção do hospital informou que os gêmeos nasceram prematuros (de 7 meses) e que a menina tinha um quadro pulmonar mais debilitado. Mesmo tendo sido submetida aos mesmos procedimentos que o irmão (que já recebeu alta do hospital), não resistiu devido ao quadro de infecção respiratória aguda de etiologia alveolar, ocasionada por síndrome de membrana hialina, principal complicação de prematuridade. A direção destacou que a falta da máscara de venturi – que não estava disponível na unidade e que foi substituída pelo material improvisado de garrafa pet – não teria contribuído para o óbito do bebê. A Susam reitera que as circunstâncias do atendimento serão apuradas, para as medidas cabíveis.

Hospital do município de Jutaí
Hospital do município de Jutaí.

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