
O Brasil registrou, em 2025, o menor número de casos de malária em quase 50 anos, segundo o Ministério da Saúde. Foram 118.037 casos de transmissão local, 14,8% a menos que em 2024. O número de mortes também caiu 30%.
Segundo o ministério, a redução está relacionada ao uso da tafenoquina, medicamento de dose única oferecido pelo SUS desde 2024 para prevenir recaídas da doença.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Brasília.
A pasta afirma que o resultado é o menor desde 1978, embora os dados disponíveis em seu site tenham registros apenas a partir de 2007.
Tafenoquina chega às crianças
Em 2026, o Brasil ampliou o uso da tafenoquina para crianças e se tornou o primeiro país do mundo a oferecer o medicamento pediátrico pelo sistema público. A medida busca ampliar a redução dos casos, já que crianças representam cerca de metade dos registros de malária no país.
As primeiras doses foram aplicadas na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, região fortemente afetada pela doença nos últimos anos.
A tafenoquina combate recaídas da malária causada pelo Plasmodium vivax, espécie mais comum no Brasil. Antes dela, o tratamento exigia doses diárias por até duas semanas, o que dificultava a adesão, principalmente em áreas remotas.
Desde a incorporação ao SUS, em 2023, mais de 33,7 mil pessoas foram tratadas com o medicamento até junho de 2026. Desse total, 3,9 mil tratamentos ocorreram em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
Queda de casos na Terra Yanomami
A expansão da tafenoquina começou pela Terra Indígena Yanomami, onde o governo decretou emergência em saúde pública em janeiro de 2023 diante de uma grave crise sanitária.
Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária na região caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. Já o total de casos recuou 55% entre janeiro e julho, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.




