
Inferno Astral: Bloqueio de R$ 1,4 bilhão detona crise no comitê de Roberto Cidade a 4 dias da Eleição com Wilson Lima sendo jogado n’água. A presença dele incomoda, atrapalha e tira votos, é o que dizem mediadores eleitorais
O governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Brasil) viu o seu temido “inferno astral” ganhar contornos de pesadelo político e a volta do “fantasma de 2024” nesta quarta-feira (30/09), após o juiz federal Ricardo Augusto Campolina de Sales congelar o empréstimo bilionário de R$ 1,462 bilhão que turbinaria o caixa estadual às vésperas do pleito.
A decisão da 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas (SJAM) funcionou como estopim na “relação instável e insustentável entre os dois postulantes a cargos majoritários no Amazonas, e fecha um ciclo de desastres, inclusive, paralisando os recursos estratégicos da operação PROHABCAP II que o comitê governista planejava utilizar para impulsionar e injetar fôlego financeiro na campanha de reeleição na reta final da disputa.
Tombo na relação
O tombo financeiro imposto pela Justiça Federal desestruturou os planos da coligação e da parceria que os dois vinham mantendo, na frente do público, e fez com que o fantasma de 2024 passasse a assombrar, em definitivo, o comitê de Cidade às vésperas da eleição.
A coordenação revive o pânico do pleito municipal anterior quando, mesmo controlando a máquina pública e contando com o apoio massivo do então governador Wilson Lima (União Brasil), Roberto Cidade derreteu na preferência popular e amargou um humilhante quarto lugar nas urnas de Manaus, perdendo inclusive para o deputado federal Amom Mandel.
Receita dos astrólogos
Os astrólogos estão certos, as horas que antecedem o aniversário, que será comemorado por Roberto Cidade no próximo dia 2 de outubro, a dois dias da votação, chegou ao ápice do inferno astral. Este segundo ele, é um período marcado por reviravoltas, crises agudas, desencontros e separações.
Nervosismo repete 2024
Tentando evitar que a história se repita, o comitê agora tenta inflar o palanque por meio de pesquisas de institutos duvidosos, mas o nervosismo é generalizado nos bastidores porque os levantamentos internos e sigilosos, escondidos a sete chaves pela equipe, revelam o candidato estagnado em 16% das intenções de voto.
Escondendo Wilson Lima, o pior governador do Brasil
Para piorar o ambiente de inferno astral, o racha político e a intriga com Wilson Lima ganharam contornos irreversíveis nos últimos debates televisivos da Rede Amazônica e da TV A Crítica.
Seguindo uma orientação drástica de sua equipe de marketing para se livrar da rejeição sufocante de Wilson Lima, que toca a casa dos 80% na capital e no interior, Roberto Cidade simplesmente escondeu o aliado: sumiu com os materiais conjuntos das redes sociais, não pede votos para o correligionário que disputa o Senado e evitou citar o nome do ex-governador na televisão.
Faca nas costas de Wilson Lima
Quando acuado pelos adversários por ter presidido a Assembleia Legislativa (Aleam) por três mandatos e avalizado o endividamento do estado com empréstimos superiores a R$ 17 bilhões, Cidade crava a faca nas costas do padrinho ao disparar que “responde pelo próprio CPF”, lavando as mãos e empurrando o desgaste da gestão anterior inteiramente para Wilson Lima na semana mais crítica do ano.
A declaração, vista nos bastidores como um ato de ingratidão e covardia política, foi o estopim para o racha definitivo. Ao lavar as mãos e empurrar os malfeitos exclusivamente para a conta do ex-aliado, Cidade tenta se blindar do colapso, mas o silêncio ensurdecedor sobre a candidatura de Wilson Lima na semana da eleição mostra que, no União Brasil, a ordem na reta final é cada um por si.




