
BOMBA FISCAL: buraco nas finanças públicas do Amazonas saltou para o descontrole absoluto.
Se a previsão para este ano de 2026 já era de um deficit de R$ 223,7 milhões, o Governo Roberto Cidade (União Brasil) vai mais do que triplicar esse rombo: o Estado iniciará 2027 afundado em um saldo negativo de exatos R$ 794,02 milhões, uma explosão escandalosa de 254% de déficit público.
A confissão está no Relatório de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), publicado na edição nº 35.739 do Diário Oficial do Estado (DOE). E o Correio da Amazônia preparou uma série de exclusiva de reportagem que vai mostrar ao leitor as principais preocupações da equipe econômica para o próximo ano.
Os dados da Secretaria de Fazenda (Sefaz-AM) revelam que, enquanto a Receita Total prevista para 2027 ficou em R$ 36,25 bilhões, a Despesa Total foi fixada no patamar abusivo de R$ 37,04 bilhões. Ou seja, o orçamento natimorto, gastando mais do que arrecada antes de começar o ano, é uma consquência desastrosa iniciada no ex-governo de Wilson Lima (União Brasil).
A LDO funciona como as regras do dinheiro público para o ano seguinte, definindo metas e prioridades. Por lei, o governo tem até o dia 31 de maio de cada ano para enviar esse projeto à Assembleia Legislativa (ALEAM).
Estado refém do endividamento
O diagnóstico técnico desmorona a narrativa de “equilíbrio fiscal” da propaganda oficial, no momento em que o ex-governador Wilson Lima articula sua pré-candidatura ao Senado. Enquanto o governo Roberto Cidade celebra metas maquiadas de superávit primário na casa dos milhões, as planilhas reais entregam que o Amazonas virou refém do endividamento e do custeio da própria máquina.
O truque do “superávit de vitrine”
Para a imprensa, o governo ostenta um “Resultado Primário positivo” de R$ 970,87 milhões para 2027. O truque contábil é simples: esse cálculo ignora os juros da dívida pagos aos bancos.
Quando se aplica o indicador mais honesto, o Resultado Nominal pelo método “abaixo da linha”, que mede o dinheiro real que entra e sai do caixa, o suposto superávit derrete e vira um Resultado Nominal negativo de R$ -444,71 milhões em 2027, puxado por R$ 1,30 bilhão apenas em juros passivos.
Ralo do custeio e calotes
A radiografia orçamentária linha por linha revela que o esforço do contribuinte amazonense sustenta uma burocracia ineficiente e pesada:
● Burocracia cara: Sob a rubrica de Outras Despesas Correntes (manutenção da máquina), o orçamento vai queimar R$ 19,26 bilhões em 2027, saltando para R$ 19,96 bilhões em 2028 e R$ 20,65 bilhões em 2029.
● Indústria do calote: O pagamento de Restos a Pagar, contas de anos anteriores empurradas com a barriga, vai consumir fixos R$ 678,76 milhões em 2027, R$ 703,19 milhões em 2028 e R$ 727,80 milhões em 2029.
Com o gigantismo do custeio e uma Dívida Pública Consolidada estimada em R$ 10,42 bilhões para 2027, o governo já comprometeu previamente 34,28% de toda a sua Receita Corrente Líquida (RCL) para sustentar juros e pessoal.
Sobram apenas migalhas para investimentos na capital e no interior do Estado. Mas essas informações vamos mostrar na segunda reportagem.
Tela de despesas e recietas:






