TCEAM
Início Economia Enquanto EUA criticam o Pix, Europa acelera criação do euro digital

Enquanto EUA criticam o Pix, Europa acelera criação do euro digital

Foto: Recorte

O sistema de pagamentos instantâneos Pix, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, passou a integrar a lista de questionamentos do governo dos Estados Unidos, que aponta o modelo brasileiro como um dos fatores considerados na adoção de uma sobretaxa de 25% sobre produtos importados do Brasil. A administração do presidente Donald Trump argumenta que o sistema, por ser operado e regulado pelo governo brasileiro, pode criar desvantagens para empresas norte-americanas do setor de pagamentos.

Apesar das críticas, o movimento de criação de sistemas financeiros próprios não é exclusivo do Brasil. Em diferentes regiões do mundo, governos e bancos centrais têm investido em alternativas para reduzir a dependência de grandes empresas internacionais responsáveis pelo processamento de pagamentos eletrônicos.


Na Europa, o projeto do euro digital ganhou novo impulso em 2026. O Parlamento Europeu aprovou avanços na proposta que prevê a criação de uma versão digital da moeda única, com operações tanto online quanto offline. A expectativa do Banco Central Europeu (BCE) é iniciar testes em 2027 e ampliar a circulação da nova modalidade até 2029.

Como parte dessa estratégia, o BCE selecionou dezenas de instituições financeiras para participar da fase piloto do projeto. Entre os participantes estão grandes bancos europeus, que atuarão na avaliação da infraestrutura e da segurança do sistema.

O objetivo é fortalecer a autonomia financeira do bloco europeu, reduzindo a dependência de empresas estrangeiras que dominam o mercado de pagamentos, como Visa, Mastercard, Apple Pay, Google Pay e PayPal.

Outro fator que acelerou o debate na União Europeia foi o crescimento das chamadas stablecoins lastreadas em dólar, além de episódios envolvendo sanções internacionais que levantaram preocupações sobre a vulnerabilidade dos sistemas de pagamento controlados por empresas sediadas nos Estados Unidos.

Após mais de dois anos de discussões entre os países-membros, prevaleceu o entendimento de que a infraestrutura do euro digital será administrada pelo Banco Central Europeu, modelo semelhante ao adotado pelo Brasil, onde o Banco Central é responsável pela operação da plataforma do Pix.

A discussão evidencia uma tendência internacional de fortalecimento da soberania financeira por meio de sistemas próprios de pagamentos digitais, em um cenário de crescente disputa tecnológica e econômica entre grandes potências.

Fonte: O Globo

Artigo anteriorCidade leva o Amazonas para um ‘buraco fiscal’ de quase 1 bilhão nas contas do Governo em 2027
Próximo artigoChegada a hora do Vice que faz mais sentido para a estratégia eleitoral de Omar Aziz

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Correio da Amazônia
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.