Com 24 mortos, chacina do Jacarezinho é a maior da história do Rio de Janeiro

Chacina do Jacarezinho é a maior da história da cidade do Rio e a segunda maior da história do estado - foto: recorte/divulgação PM

Com 24 mortos contados oficialmente até o momento, a chacina da favela do Jacarezinho é a maior da história da cidade e a segunda maior do Estado. Vigário Geral (1993), com 21 mortos e Complexo do Alemão (2017), com 19, são as outras duas maiores da cidade. Todas cometidas por policiais.

A chacina da favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, com 24 mortos (mais um policial) contados até o momento, já é a maior da história da cidade e a segunda maior da história do estado. Mas as entidades de direitos humanos dizem que o número de mortos pode subir ainda mais.

Diferentemente das outras chacinas, dessa vez a operação aconteceu numa afronta direta a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo do Rio de Janeiro descumpriu a liminar deferida pelo ministro Edson Fachin e referendada pelo plenário da corte que proibiu operações policiais nas comunidades durante a pandemia da Covid-19, a partir da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

Operação com 25 mortos no Jacarezinho é a mais letal da história do Rio – foto: recorte

A Chacina de Vigário Geral foi um massacre com 21 mortos ocorrido na favela de Vigário Geral, localizada na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Ocorreu na madrugada do dia 29 de agosto de 1993, quando a favela foi invadida por um grupo de extermínio formado por cerca de 36 homens encapuzados e armados, que arrombaram casas e executaram os moradores. O caso chegou a ser julgado na Organização dos Estados Americanos (OEA) como crime contra os direitos humanos.

Segundo relatos, a chacina teve sua motivação na morte de quatro policiais militares no dia 28 de agosto de 1993 na Praça Catolé do Rocha, no bairro de Vigário Geral (a chacina foi na favela de Vigário Geral, do outro lado da linha férrea).

A ocorrência era uma armadilha ao sargento arquitetada pelos traficantes. As mortes foram atribuídas a traficantes daquela região e a chacina ocorreu como forma de represália policial a estas mortes, ainda que nenhuma das vítimas possuísse envolvimento com o tráfico de drogas. Grande parte das famílias das vítimas não recebeu indenização do Estado.

A chacina do Complexo do Alemão aconteceu em 27 de junho de 2017, com 19 mortos, segundo os números oficiais. Foi uma operação policial ocorreu nas favelas que compõem o Complexo do Alemão. Pelo menos nove dos mortos não tinham antecedentes criminais.

Cada morto recebeu uma média de quatro tiros.Na noite de 31 de março de 2005 policias militares assassinaram a tiros 29 pessoas e feriram outras duas em diferentes pontos dos municípios de Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense. Dentre as vítimas: crianças, comerciantes, estudantes, funcionários públicos, marceneiros, pintores e garçons, que estavam na porta de suas casas ou andavam pelas ruas.

Os responsáveis foram 11 policiais militares, à paisana. Os assassinos percorreram o bairro da Posse e a Rua Gama, em Nova Iguaçu, e abriram fogo contra aqueles que cruzaram o caminho. Na rodovia Presidente Dutra mataram mais duas pessoas. Posteriormente, os policiais militares seguiram para Queimados, onde outras 12 pessoas foram executadas.

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