Conar abre processo sobre ‘lives’ do cantor Gusttavo Lima

Foto: Reprodução/ Youtube

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) abriu ontem (14). Uma representação ética contra as ações publicitárias realizadas nos shows “Live Gusttavo Lima – Buteco em Casa” e “Buteco Bohemia em Casa”. Do cantor Gusttavo Lima, transmitidos pelas redes sociais no dia 28 março e no sábado passado (11).
Segundo o órgão, o processo foi aberto “a partir de denúncias recebidas de dezenas de consumidores”. Que consideraram que as ações publicitárias realizadas pela Ambev “carecem de cuidados recomendados pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária para a publicidade de bebidas alcoólicas”.
A denúncia do Conar cita a “falta de mecanismo de restrição de acesso ao conteúdo das lives a menores de idade”. Além da “repetida apresentação de ingestão de cerveja, em potencial estímulo ao consumo irresponsável do produto”. Na primeira das apresentações, o cantor quebrou o celular, confundiu uma garrafa de cerveja com microfone e até mandou um recadinho para os credores. Foram mais de 5 horas de transmissão, com mais de 100 músicas cantadas.
A direção do Conar, entretanto, destacou o “formato inovador da comunicação publicitária para o momento vivido pelo país”. Mas considerou que ela deve ser conciliada com os “princípios fundamentais da comunicação comercial do segmento, com a divulgação responsável de bebidas alcoólicas e sem fragilizar os cuidados para que não seja difundida as crianças e adolescentes”.
“Nesse momento de quarentena, sabemos que as lives de cantores e artistas assumiram um papel relevante e inovador para manter as pessoas dentro de casa e levar um pouco de entretenimento. Para promover a iniciativa, patrocinamos alguns desses eventos, sempre com o cuidado de assegurar as medidas de higiene e distanciamento social e com a devida orientação prévia aos artistas sobre as regras do Conar de publicidade de bebidas”, diz a Ambev, em comunicado.
Segundo a empresa, foi enviado um guia aos artistas, “reforçando as regras do Conar”. “Sabemos que em algumas lives, de forma totalmente espontânea, algumas orientações não foram seguidas. Estamos reforçando as regras dado esse novo contexto de entretenimento virtual e estamos mais do que nunca comprometidos com o consumo responsável de nossos produtos”, declara a empresa.
Agora, a multinacional e o cantor podem enviar suas defesas ao Conselho de Ética ou, segundo o órgão, “adaptarem de imediato o conteúdo publicitário das lives às regras éticas”. Procurada, a assessoria do cantor ainda não se manifestou. Não há uma data para o julgamento do processo.
Fonte: UOL

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