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Confusão – Por Max Diniz Cruzeiro

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)
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Escrito por Redação II

Confusão é uma desordem funcional interna que pode ser ampliada para a via de expressão de um indivíduo. Parte para um tipo de posicionamento de objetos em que não tem reconhecimento por outros seres de um agrupamento como algo associativamente correto. Também pode ser uma disruptura de um padrão estabelecido para o comportamento onde um conflito se instala.

Uma confusão se estabelece quando um indivíduo se encontra em uma zona de conflito em que sua atitude passa a se vincular com o atrito pela primazia de sua funcionalidade.

As vias de expressão passam a serem abastecidas com informações de embate onde o conflito se acentua, gerando a percepção de que o atrito amplia a área de conflito em relação a si mesmo, outros seres ou o próprio ambiente.

A ordem com que as informações se projetam sobre o ambiente foge da lógica de ordenação ao qual o indivíduo está acostumado a interagir. Razão que um indivíduo em crise não é capaz de se expressar correntemente e de forma fluídica como os demais de um agrupamento.

Parte de um princípio de fixação da inconformidade, no qual o indivíduo lança os seus argumentos que são geradores de atrito sobre o ambiente por uma de suas vias de expressão.

Dados lançados em desordem geram ideações difusas, semelhante um sistema de informações fractais. Para quem está acostumado a gerenciar-se sobre uma lógica determinada, as informações difusas podem não representar um aspecto coeso de apresentações de ideias, isto porque o indivíduo sob a confusão ainda está organizando o seu espaço interno dentro de sua lógica de atuação.

Então é certo que existe um movimento de contraposição, em que se gera um apego inicial a uma ideia fixa do qual um indivíduo não deseja abrir mão em seu posicionamento de retórica.

Onde um processo de ignorância sobre a lógica do outro pode se instalar, e a confusão é um processo que se configura a partir da desordem social sobre as colocações das pessoas que participam de um ato.

Este tipo de confusão do parágrafo anterior é um distúrbio social, onde as partes passam a não se entender em um movimento reflexivo. Onde um espera supremacia sobre a vontade de outro.

Podendo se instalar um campo de batalha onde a opinião vencedora deve prevalecer dentro de uma dialética em que apenas uma visão deva existir dentro de um agrupamento.

A confusão interna que alguém faz em virtude de alocação de informações a partir de processos de aquisição mnêmica, pode ser configurar em erros perceptivos ou de conexões, estas últimas quando as medidas de associações de eventos não foram bem equilibradas para o resgate do estímulo, podendo gerar falsas realidades.

Quando o indivíduo está no processo interno de projeção de uma confusão um tempo deve ser dado para sua ordenação cerebral, a fim de que a organização cerebral possa convergir em uma informação que seja útil para o próprio indivíduo e para as pessoas que trocam informações com este.

Para que uma massa de dados que se projete de forma desordenada possa servir como conhecimento integrado é necessário que diante de uma crise de identidade onde desperte um sentido de confusão, seja possível indexar um objetivo vital ao qual seja necessário, para que as informações distribuídas de forma fractal possam se reorganizar dentro de um sentido pessoal e grupal que tenha nexo com a realidade pessoal e grupal ao mesmo tempo do indivíduo.

Outro aspecto interessante a ser observado é que existem diferentes lógicas de atuação presentes no setting da vida. Algumas delas quando se interceptam não são compreensivas entre si. Isto pode aparentar em um processo de comunicação, uma disfuncionalidade no ato de comunicação no qual o entendimento não é jorrado para ambas as partes de um colóquio.

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

Este tipo de confusão pode ser facilmente representado por dois indivíduos que se situam em sociedades distintas com idioma também distintos que nunca antes os indivíduos tiveram contato com o outro. Assim, a mensagem não é compreendida, os gestos não são interpretados dentro da lógica de verdade de cada um. A expressão não é capaz de sintetizar a tônica do que se reserva a necessidade do comunicar.

Esse não reconhecimento do código não é uma disfunção interna e é uma disfunção social, pela falta de contato com o código. Ou seja, não é um problema da geração subjetiva do indivíduo, onde a confusão gerada é falta de acesso a informação que deveria ser necessária para o reconhecimento do código de comunicação pelo canal.

Então uma confusão deve ser observada a partir de uma origem interna ou de uma origem externa, sendo esta última originária a partir de uma ruptura da falta de percepção interna.

O caminho da pacificação mental é muito importante diante de um distúrbio, a fim de que o indivíduo passa a se ancorar naquilo que for de seu conhecimento interno, e passar a projetar de forma a alocar as informações de conflito para um sistema lógico que permita interpretar ou codificar as informações, para que o equilíbrio seja novamente conquistado e a confusão possa ser controlada no ambiente.

Do ponto de vista psicológico ou clínico o seu início pode ser o contato com uma informação externa no qual o indivíduo não estava suficientemente preparado para absorver a informação. E a partir deste ponto inicial as informações lançadas na mente encontrarem rupturas de integração no qual é difícil reconhecer a valoração das novas aquisições mnêmicas que se incorporam no indivíduo, podendo levar a cisão ou ao trauma, conforme o nível de agregação e importância que a nova informação faça sentido para um indivíduo. Contudo, tem que se fornecer tempo para que o indivíduo aprender a fazer fluir o aprendizado.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro
LenderBook Company
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