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Conselheiro tutelar pode ser preso hoje por desaparecimento de criança

Sede Conselho Tutelar Zona Leste II/Foto: Arquivo

A Polícia e o Ministério Público devem prender nas próximas horas, o conselheiro tutelar da Zona Leste II,  Francisco Castro Amorim, que está sendo apontado como responsável pelo desaparecimento de uma criança de 6 anos, que deveria ser acolhida pelo Crianças e Adolescentes sob Medidas Preventivas (Saica), mas, não foi.
O caso é um verdadeiro mistério. O Conselheiro já foi ouvido no 13º DIP, e na secretária Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), e vem dando versões contraditório sobre o caso.

A historio tem sido tão “cabeluda” que agora até o o Ministério Público do Estado do Amazonas por meio da 28ª Promotoria da Infância e Juventude Civil para desvendar todo esse mistério.


Até uma sindicância foi aberta ontem, 2, pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) para apurar a conduta do conselheiro tutelar no sumiço da da menor L.M.S, desde o último dia 23 de junho.

Em reunião ontem, com o coordenador dos conselheiros tutelares, Rosinaldo Silva, foi solicitado a adoção das medidas cabíveis.

Segundo Rosinaldo, deverá ser aberta uma sindicância para apurar o caso e, se for confirmada a conduta irregular, as punições vão de advertência a perda de cargo.

PARA ENTENDER O CASO

A conduta irregular foi detectada por servidores e técnicos da Semmasdh após a entrega, por parte do conselheiro, da criança M.M.S, de 06 anos, ao Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes sob Medidas Preventivas (Saica), uma vez que ela vinha sendo vítima de maus-tratos, abandono de incapaz e negligência, de acordo com Boletim de Ocorrência registrado no 14º DIP.  A criança, segundo o conselheiro, foi entregue ao Saica após recusa da avó paterna em assinar o termo de reponsabilidade. Na mesma ocasião, o conselheiro informou que a criança tinha outros dois irmãos, entre eles a menina L.M.S de três anos.

No dia 27, técnicos do Saica receberam a avó paterna que solicitava o desacolhimento das duas crianças, que teriam sido deixadas sob a responsabilidade do conselheiro. Em contato por telefone, o conselheiro insistiu na versão de que uma das crianças estava com avó materna, mas ao ser confrontado, informou que, na verdade, a criança estava com a avó paterna. No dia 29, os técnicos foram ao encontro do conselheiro para esclarecer o caso, mas não obtiveram respostas claras, inclusive não sabendo informar o endereço da avó paterna que teria ficado com a criança.

Diante da situação suspeita e irregular, os técnicos concluíram o relatório e informaram à secretária que, imediatamente, encaminhou o relatório à promotora Vânia Marinho que tomou as medidas cabíveis que resultaram na condução de Francisco Castro Amorim ao distrito policial para prestar esclarecimentos.

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