
A construção civil no Amazonas enfrenta desafios que superam a escolha de projetos ou de orçamentos disponíveis para as obras. Com a intensificação das chuvas intensas, as temperaturas elevadas e os períodos marcados pelas mudanças climáticas, é preciso olhar cada edificação com mais cuidado e atenção.
A escolha de materiais resistentes, que suportem os problemas causados pelas intempéries, se torna uma realidade cada vez maior para as empresas que buscam construções que não desgastam ou que não sofrem riscos estruturais.
Anualmente, o estado passa por ciclos de cheias e secas nos rios da região. Nos últimos anos, os problemas relacionados às enchentes se intensificaram, deixando 40 dos 62 municípios em estado de emergência e 18 em alerta, em julho de 2025.
Os dados do período apontam que, em Manaus, o Rio Negro atingiu 29,02 metros, nível considerado grave, principalmente pelas consequências das enchentes, que resultaram em prejuízos às plantações, milhares de desabrigados e famílias que perderam bens com a inundação de suas casas. Ao todo, estimou-se mais de 500 mil pessoas afetadas.
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicou que o transbordamento foi provocado principalmente pelas chuvas intensas no Amazonas. Já o Painel do Clima registrou 68,6 milímetros de chuva em Manaus, em julho, volume 2,2% acima da média histórica.
Para além dos problemas relacionados às cheias, outras questões afligem esses moradores. Mesmo após a diminuição dos rios, questões relacionadas à umidade constante afetam tanto a infraestrutura das edificações quanto o projeto em fase de construção. Por isso, pensar soluções para o setor é essencial para trazer segurança para a região.
Escolha de materiais resistentes e soluções para construções mais duráveis
A escolha de materiais que suportem o contato constante com a água é fundamental para garantir que habitações e construções comerciais se tornem mais seguras e menos suscetíveis aos danos provocados pelas mudanças climáticas.
Em regiões de alta umidade, a secagem de elementos como concreto, massa e gesso tende a ser prejudicada, o que pode comprometer a resistência e a durabilidade da estrutura.
Outro problema comum é o surgimento de mofo nas paredes. Mesmo que ele não surja de imediato, uma parede sem a preparação adequada tende a afetar os moradores do local no futuro. Por isso, é importante investir em um bom revestimento, que protege paredes contra infiltrações e aumenta a vida útil das construções.
Os ventos fortes são um fenômeno que normalmente acompanha as chuvas intensas. Por isso, projetar estruturas mais elaboradas pode ajudar a evitar transtornos e acidentes mesmo após a entrega das edificações.
Uma solução é investir em janelas e portas com bom sistema de vedação, evitando o aumento da pressão interna. Além disso, as janelas devem contar com vidros e materiais resistentes, que suportem a possibilidade de queda de granizo.
Outra preocupação das ventanias são os telhados. O ideal é que, além de usar materiais de qualidade, as telhas sejam fixadas ao telhado, evitando que se desprendam da estrutura e causem acidentes.
Vale destacar ainda que a responsabilidade pela conservação do imóvel é tanto da construtora, ao executar o projeto com materiais resistentes às intempéries, quanto do proprietário, ao fazer a manutenção e evitar que os problemas causados pelas chuvas causem danos permanentes.




