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Cônsul dos EUA destaca aproximação com o Brasil e cita novos acordos em energia

Foto: Recorte

A relação entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos está “muito melhor” do que estava há alguns meses. A afirmação é do Cônsul-Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Ryan Rowlands.

“Tenho grande satisfação em compartilhar que a dinâmica governo a governo está em lugar muito melhor que estava há alguns meses e há um ano”, disse o diplomata em discurso na abertura da Latam Energy Week, evento do setor energético no Rio.


Rowlands lembrou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump “tiveram muitas conversas, mais que (Lula) com Joe Biden”. “Estamos que esse diálogo, no mais alto nível, continue”, disse.

Em um evento com grandes empresas de petróleo e energia elétrica, o diplomata americano defendeu a relação entre Brasília e Washington, e criticou – sem citar a China – países que compram apenas commodities do Brasil.

“É verdadeiramente impressionante quanto profundamente integradas são as nossas economias. Ao contrário de outros parceiros do Brasil que importam matérias-primas e commodities, os EUA importam produtos de maior valor agregado”, disse Rowlands.

O cônsul-geral dos EUA no Rio argumentou que empresas americanas compram itens industriais, como maquinário, partes e peças aeroespaciais e produtos químicos.

Pacto na energia nuclear

A uma plateia repleta de executivos do setor de óleo, gás e eletricidade, Rowlands indicou que Washington deseja avançar com a parceria com o Brasil em energia nuclear.

Ao lembrar que Angra 1 nasceu com apoio de uma empresa americana, a Westinghouse, o cônsul disse que Brasil e EUA estariam próximos de iniciar uma nova parceria com a adoção de pequenos reatores modulares, os chamados SMRs.

“Os EUA têm o plano para quadruplicar a capacidade nuclear até 2050 e as empresas americanas são pioneiras globais nessa tecnologia”, disse, ao argumentar que a energia nuclear no Brasil “tem um tremendo potencial para as crescentes demandas da tecnologia, da inteligência artificial e dos data centers”.

Além de atender a demanda energética em terra, o diplomata diz que a tecnologia dos pequenos reatores também pode oferecer energia para as operações offshore de óleo e gás no futuro.

“O Brasil está bem posicionado para desempenhar um papel importante nesse mercado com reservas significativas de urânio, conhecimento de fabricação de combustível e décadas de experiência operacional em geração de energia nuclear”, disse.

Colaboração no petróleo

Durante o discurso, o diplomata americano disse ainda que Brasil e EUA compartilham o mesmo objetivo de “recorrer a todos os tipos de energia possível para torná-la mais acessível a nossos cidadãos”.

Em petróleo, Rowlands lembrou que recentes descobertas no Campo de Marlin, no pré-sal, “mostram que a história do petróleo no Brasil está longe de estar madura”.

Ao elogiar o trabalho de Magda Chambriard à frente da Petrobras, o diplomata citou que empresas americanas estão prontas para serem parceiras de longo prazo nos planos do Brasil para explorar as novas áreas na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas.

Fonte: CNN Brasil

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