
Promessas de entrega se TERRAS RARAS, campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e interesses americanos em dominar o Brasil, são coneções que levantam dúvidas sobre patrimônio estratégico brasileiro sendo entregue em troca de apoio político nas eleições gerais de 2026.
A relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e o clã Trump, incluindo Donald Trump e seu filho Donald Trump Jr., tem ganhado destaque no cenário político e eleitoral de 2026, associando a campanha do senador brasileiro à articulação internacional com o movimento conservador norte-americano.
Documentos, investimentos empresariais e declarações públicas revelam uma convergência de interesses que levanta questões sobre soberania, exploração mineral e a relação que Flávio Bolsonaro (PL) manteria com grupos econômicos dos Estados Unidos, se ganhasse as eleições.
Um dos documentos que alimentaram o debate é uma apresentação de 22 páginas elaborada por André Marinho. Produzido em março de 2026, o arquivo traz na capa a identificação “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign” e apresenta uma proposta de parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos na área de minerais críticos e terras raras.

Marinho confirmou a autoria, mas declarou que o estudo foi produzido por iniciativa própria, sem participação formal da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e sem ter sido apresentado a autoridades americanas.
A existência desse documento ganha relevância quando confrontada com a movimentação de empresas e fundos americanos no mesmo setor.
Da política americana às terras raras
A 1789 Capital, fundo de investimentos que tem Donald Trump Jr. entre seus parceiros, investiu na Vulcan Elements, empresa americana especializada na fabricação de ímãs de terras raras.
A Vulcan recebeu ainda um compromisso de empréstimo de US$ 620 milhões do Departamento de Defesa dos Estados Unidos para expansão de sua capacidade industrial. A operação chegou a gerar questionamentos de organizações americanas de fiscalização ética, embora a empresa, investidores e autoridades tenham negado favorecimento político.
A Vulcan mantém relação comercial com a Energy Fuels, companhia que possui ativos minerais no Brasil. E é justamente aí que a Bahia entra nessa história.
15 mil hectares na Bahia
Em fevereiro de 2023, a Energy Fuels concluiu a aquisição de 17 concessões minerais localizadas entre Prado e Caravelas, no sul da Bahia. O chamado Bahia Project abrange aproximadamente 15.089 hectares.
Segundo a própria empresa, a área possui potencial para produzir entre 3 mil e 10 mil toneladas anuais de concentrado de monazita durante décadas. A monazita contém elementos utilizados na produção de terras raras, incluindo neodímio e praseodímio, materiais essenciais para motores elétricos, equipamentos tecnológicos e aplicações de defesa.
Extraídos do território brasileiro
Minerais extraídos do território brasileiro podem integrar uma cadeia produtiva estratégica instalada nos Estados Unidos. A aquisição ocorreu em 2023, anos antes da atual campanha presidencial, portanto não pode ser atribuída à candidatura de Flávio Bolsonaro, mas reforçada pela atual necessidade do candidato de se eleger.
Elo político com Flávio Bolsonaro
Durante a campanha, o candidato Renan Santos afirmou que haveria aproximação entre a Rockbridge Network, grupo conservador americano ligado a J.D. Vance, e pessoas do entorno da candidatura de Flávio Bolsonaro.
A acusação, entretanto, não foi acompanhada de provas de financiamento estrangeiro à campanha.
Um dos empresários mencionados, Tallis Gomes, confirmou participação como membro da Rockbridge, mas negou integrar a campanha de Flávio Bolsonaro, fazer doações eleitorais ou participar de qualquer operação irregular.
A pergunta que fica
O conjunto de informações revela algo que merece atenção pública: grupos econômicos americanos investem pesadamente na cadeia de terras raras; uma empresa ligada a essa cadeia possui extensa área mineral na Bahia; personagens próximos ao ambiente político americano mantêm investimentos no setor; e um documento associado visualmente à campanha de Flávio Bolsonaro propõe aprofundar uma parceria Brasil-EUA justamente nessa área.
A questão central, portanto, é saber quais compromissos estão sendo discutidos, quem participará desses projetos, onde ocorrerá o beneficiamento dos minerais e quanto da riqueza produzida permanecerá no Brasil.
É questão de soberania nacional.




