Corecon-Am propõe estratégias para melhorar desempenho do PIM

O subsetor de eletroeletrônico responde pela melhor arrecadação/Foto: Divulgação

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O subsetor de eletroeletrônico responde pela melhor arrecadação/Foto: Divulgação

A implantação de um projeto de marketing direcionado a investidores de fora do Estado, ou de fora do País, para atrair novas empresas ao Polo Industrial de Manaus (PIM), é uma das alternativas para ampliar o desempenho do modelo. A avaliação é de especialistas do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM).
Na semana passada, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) divulgou o faturamento do PIM, referente ao mês de fevereiro, no qual foi apontada uma queda de 14,21% nas vendas das indústrias. De acordo com a autarquia,  no referido mês, o PIM faturou R$ 6,36 bilhões contra R$ 7,41 no mesmo período do ano passado, representando uma diminuição de R$ 1,05 bilhão.

“Sabemos que a atual conjuntura da economia brasileira influenciou nesta queda substancial. Contudo se os governos se unissem para criar novas políticas de atração de outras empresas ao PIM – que não necessariamente fossem novas isenções tributárias – teríamos um impacto menor. Entretanto, é preocupante ver que esse cenário aponta para a falta de perspectiva do modelo”, alertou o vice-presidente do Corecon/AM, Nelson Azevedo, que também é vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam)

Entre as alternativas para atrair novas empresas ao Polo Industrial, o presidente do Corecon-AM, Marcus Evangelista, citou o planejamento e execução de um projeto de marketing externo do modelo, com a criação de missões governamentais a outros estados e/ou outros países para levar os benefícios de se instalar uma empresa em Manaus.

“É uma ação simples e que geraria um gasto reduzido ao governo se formos comparar com o potencial de retorno. Hoje, não podemos mais nos dar ao luxo de esperar que os investidores nos procurem. É necessário fomentar o mercado”, completo Evangelista.

Abandono de empresas

Em fevereiro deste ano, Evangelista em parceria com o conselheiro consultivo do Corecon-AM, José Laredo apresentaram um estudo, que demonstrava que mais de 200 indústrias fecharam as portas no PIM, entre o período de 2005 e 2014. Conforme o estudo, em 2014, o PIM fechou com 482 fábricas em operação. Se comparado com o ano de 2004, na ocasião, 690 empresas estavam em atividade.

O mesmo levantamento mostrou também que a taxa de natalidade de novas indústrias estava em declínio. “Hoje, o investidor não busca apenas benefícios tributários para implantar seu negócio em uma determinada região, ele analisa a questão da logística da mão de obra qualificada e a estabilidade do governo, no que diz respeito à economia e políticas públicas”, disse Evangelista.

Postos de trabalho

A baixa na produção industrial no Amazonas também refletiu na média mensal da mão de obra. Enquanto em fevereiro de 2014, o mês foi encerrado com 126.595 vagas – entre efetivos, temporários e terceirizados – no mesmo período deste ano o número baixou para 115.311. No acumulado do ano, a média mensal de empregos está em 115.958 postos, contra 122.100 do ano passado.

Segmentos afetados

O subsetor de Eletroeletrônico continua como o maior responsável pelo faturamento total do PIM, com 30,86% de participação. Seguido respectivamente dos subsetores de Duas Rodas com 16,77% e Bens de Informática, 16,38%.

Em comparação com o bimestre de 2014 os segmentos que apresentaram crescimento de faturamento, em real, no acumulado do ano foram: Mecânico (11,27%); Bens de Informática do Polo Mecânico (100,17%); Papel e Papelão (16,64%); Químico (9,96%); Têxtil (57,46%); Mobiliário (23,89%); Ótico (6,62%), Brinquedos (1,67%) e Diversos (69,60%).

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