
Descaso da dupla Tadeu de Souza e Wilson Lima deixa crianças passarem fome nas escolas do interior do Amazonas
Ausência de refeições em escola de Boca do Acre levanta suspeitas de inadimplência do governo Wilson Lima (União Brasil) com fornecedores e acende alerta sobre abandono do interior.
Ceti em Boca do Acre
O que deveria ser rotina escolar tem se transformado em um retrato preocupante de desassistência no interior do Amazonas.
No Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Elias Mendes da Silva, em Boca do Acre, alunos estão sendo liberados antes do horário previsto por falta de merenda — uma situação que expõe falhas graves na gestão do abastecimento alimentar na rede estadual.
Relatos apontam que, por volta das 11h30, estudantes são dispensados por ausência de almoço. Na prática, a interrupção compromete o modelo de ensino integral e evidencia um problema que vai além da logística: atinge diretamente o direito básico à alimentação e à educação.
A denúncia ganha contornos ainda mais delicados diante de informações de que empresas terceirizadas responsáveis pelo fornecimento de refeições teriam suspendido as entregas por falta de pagamento do governo estadual. Caso confirmada, a situação indicaria inadimplência contratual e possível descontinuidade de um serviço essencial.
Diante da escassez, gestores escolares estariam recorrendo a medidas improvisadas para amenizar o impacto entre os alunos, redistribuindo alimentos originalmente destinados a outros turnos. A estratégia, no entanto, não resolve o problema estrutural e revela o nível de precariedade enfrentado no dia a dia das unidades.
Estudantes da Zona Rural
A crise atinge de forma mais severa estudantes da zona rural, que percorrem longas distâncias, por estradas e rios, para chegar à escola e dependem da merenda como parte fundamental da alimentação diária. Sem acesso às refeições, muitos enfrentam um cenário de vulnerabilidade que compromete o aprendizado e a permanência escolar.
MP acionado
O caso já mobiliza órgãos de controle. O Ministério Público do Amazonas foi acionado, e medidas judiciais estão em curso para apurar responsabilidades e garantir a regularização do serviço.
Enquanto isso, cresce a pressão sobre o governo do estado, comandado por Wilson Lima, e pelo vice Tadeu de Souza, para que esclareçam a origem do problema e apresentem soluções imediatas.
A ausência de merenda escolar não é apenas uma falha administrativa — é um sintoma de desorganização que atinge diretamente a população mais vulnerável. Em um estado marcado por desafios logísticos históricos, a situação reacende o debate sobre prioridades de gestão e o tratamento dado ao interior.
Sem respostas claras até o momento, permanece a pergunta que ecoa entre pais, alunos e educadores: onde estão os recursos destinados à alimentação escolar — e por que eles não estão chegando a quem mais precisa?
Grito de alerta para o descaso do governo com a educação no interior:




