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‘Ditador do Solimões’ tenta ‘cassar’ vereadores de oposição em Coari

Prefeito de Coari Adail Filho (PP) - Foto: Divulgação
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Escrito por Redação II

Em tempos de crise da democracia brasileira, a cidade de Coari ( a 370 quilômetros de Manaus), vive um dilema com ações nada republicanas do prefeito Adail Filho (PP), chamado pela oposição de o ‘ditador do Solimões’.

Adail, que tem na Câmara Municipal um ‘puxadinho’ da sua afortunada prefeitura, tenta a todo custo cassar os quatro vereadores de oposição que são Samuel Pereira de Castro (PSL), Ademoque Rebouças da Silva Filho (PSDC), Aldervan de Souza Cordovil (PTB) e Ewerton Rodrigo Alves de Medeiros (DEM), por denunciarem a gestão dele por atos de improbidade administrativa ao Ministério Público do Amazonas (MP/AM).

Hoje (14/05), a mesa diretora da Câmara marcou uma sessão de julgamento relâmpago para às 19h30, desta quarta (15), em Coari.

A Câmara aponta quebra de decoro parlamentar decorrente de um áudio entregue ao Legislativo por um correligionário do prefeito, Joabe de Lima Rocha, em que os vereadores estariam criticando a gestão de Adail Filho, e ainda segundo a denuncia em ‘conluio’ com o Ministério Público do Amazonas. Para a defesa a base do prefeito colocou um ‘jabuti a gás’ no processo.

Prefeito de Coari Adail Filho (PP) – Foto: Divulgação

Os vereadores de oposição sustentam que esta é quarta vez que o prefeito, com a ajuda do primo Keitton Pinheiro, presidente da Câmara e atual ‘vice-prefeito de Coari e da tia do chefe do Executivo, Jeane Pinheiro, vice-presidente do Poder Legislativo, tenta cassar o mandato deles. A irmã de Adailzinho, a então vice prefeita Mayara Pinheiro foi eleita deputada estadual em 2018. Adailzinho conta com o apoio de 11 dos 15 parlamentares da Câmara.

Na última vez, que a Câmara tentou cassar os ‘algozes’ de Adail Filho, o Tribunal de Justiça do Amazonas suspendeu os trabalhos da comissão processante até que se periciasse o áudio.

Mas, em vez de remeter a gravação [que os vereadores de oposição alegam ser montagem] a Polícia Federal, o material foi periciado por uma empresa particular contratada pela família Pinheiro.

‘Além do absurdo, o prazo de trabalho da comissão processante encerrou no dia 09 de abril, uma vez que esta comissão teria um prazo de 90 dias para a conclusão dos trabalhos . Ou seja era pra ter sido arquivada. Ainda assim, os vereadores não tiverem direito ao contraditório na pericia do áudio”, afirma o advogado de defesa, Elton Barreto.

A defesa dos vereadores tenta mais uma vez recorrer ao Tribunal de Justiça com Mandado de Segurança para se restabelecer a ordem, em Coari.

Documentos da Câmara de Coari

Fonte: deAmazonia

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