Empresários do PIM confirmam compra de vacinas contra o Covid-19, falta o governo aprovar

Trabalhadores do PIM terão vacinas contra o Covid-19, falta o governo aprovar – foto: divulgação

A proposta de compra de vacinas para imunização dos trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM), o mais rápido possível, foi aceita por empresários e sindicatos patronais do setor Naval, Metalúrgicos, Duas Rodas, Magnético instalados no Amazonas.

Em reunião tida ontem (04), entre os presidentes dos sindicatos patronais e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas e da Central Única dos Trabalhadores ( CUT-AM), Valdemir Santana, ficou definido que todos eles irão em busca de uma ‘autorização’ do governo federal para a compra das vacinas que devem ser aplicadas em mais de 400 mil trabalhadores do setor industrial do Amazonas e suas famílias, em grande escala.

A ideia agora terá de passar por aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do  governo federal. Para isso, os empresários e sindicalistas vão buscar apoio da bancada amazonense na Câmara e no Senado para que eles criem uma Medida Provisória (MP), que garanta a compra dessas vacinas contra o Covid-19. “As fábricas não precisam do serviço de saúde do estado e município, todas elas tem suas enfermarias e pessoal técnico prontos para o processo de imunização”, confirmou Santana.

A luta dos Metalúrgicos por saúde dos trabalhadores é antiga – foto: arquivo/2019/divulgação

De encontro à tendência

No entanto, o projeto terá de passar pelo crivo da política que foi criada no setor de imunização contra o Covid-19, no Brasil. Hoje, existe uma tendência no governo federal de obrigar a compra e aplicação das vacinas primeiro pelos estados e municípios e só depois ser levada para o setor privado, clínicas, hospitais e empresas particulares.

Inclusive, existe uma disputa política entre o governo de São Paulo e o presidente da República envolvendo a questão, com ameaças de confisco das vacinas pelo Ministério da Saúde, através de MP caso São Paulo queira antecipar-se ao Plano Nacional de Imunização (PNI), do governo federal. Mas isso, por enquanto, são apenas ameaças e bravatas do presidente.

O que existe de real, no entanto, é fundamentado em uma matéria veiculada no Portal G1, que abre precedente e dá sustentação ao projeto dos empresários do Amazonas. A nota diz que a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou no domingo (03), que estava negociando com o laboratório indiano Bharat Biotech a compra de cinco milhões de doses de uma vacina contra a Covid-19.

O imunizante, chamado de Covaxin, teve o seu uso emergencial na Índia aprovado no domingo (03) pelas autoridades daquele país e ainda depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usado no Brasil.

Por sua vez, a Anvisa não vê impedimento no pedido da rede privada, mas em um cenário mais otimista a vacina só entra na rede particular brasileira em março.

Valdemir Santana acredita, no entanto, que os deputados e senadores do Amazonas terão força suficiente para garantir a autorização de compra das vacinas contra o Covid-19 ainda nesse mês de janeiro. “O governo não vai gastar nada, nem com vacina, nem com seringas e nem com pessoal de enfermagem para isso”, destaca.

Nota

No fechamento dessa nota, Valdemir Santana confirmou que dois outros presidentes sindicais, William Enock do sindicato dos Transportes Especial e Josenildo Mossoró, dos Rodoviários, garantiram que estão concluindo reuniões com empresários do setor dos transportes em Manaus, que também devem aderir à proposta de imunização da CUT.

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