Enquanto isso, os sindicatos estavam nas ruas lutando – por Paulo Onofre

A velha guarda jornalística e sindical dos anos 80, em Manaus industrial - foto: arquivo

Lembro do final da década de 70 e começo dos anos 80, quando o dia do trabalhador, 1º de maio, era comemorado com grande alegria, mas também recheada de protestos, contra a inflação e baixos salários.

Vivíamos um período difícil, em plena ditadura militar, que procurava amordaçar e calar líderes sindicais da época, dentre eles o recém eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, Ricardo Morais, Elson Melo e outros, foi uma eleição memorável, que mudou o sindicalismo no estado do Amazonas.

Passamos a viver um novo momento. Anos depois, estes líderes sindicais foram afastados por divergências internas, e o que temos hoje são sindicatos apáticos, fora de foco e eqüidistante, do objetivo precípuo da atividade que é a de brigar por melhores salários e condições de trabalho para os seus associados.

Lembro da década de 80, quando eu era encarregado do Departamento de Recursos Humanos de uma empresa no Parque Industrial de Manaus. Naquela época, já a partir de junho, o sindicato da categoria começava a fazer manifestações públicas em frente às fábricas, quando os dirigentes sindicais, levavam a pauta para discutir com os trabalhadores.

Com isso se criou, dentre os operários, o interesse de participar das reuniões do sindicato onde se discutia o Dissídio Coletivo de Trabalho.

Na década de 80, participavam cerca de 5 mil associados nas reuniões sindicais. Nos dias de hoje, os sindicatos aboliram essa prática de ir para a porta da empresa, discutir com os trabalhadores a ampliação de seus direitos.

O dia 1º de maio passou a ser um dia de festa regada de churrasco, cerveja e sorteio de prêmios e de musica de péssima qualidade. Os Sindicatos perderam seu objetivo principal.

Com o fim da Contribuição Sindical, fonte de recursos, anualmente esperado pelos sindicalistas pelegos. Que fizeram do sindicalismo profissão e enriqueceram a custa do suor do trabalhador.

Os trabalhadores precisam urgentemente reinventar o sindicato e torná-los – novamente – o porta voz de cada categoria.

Presidentes de sindicatos, tomando como exemplo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, não podem ser eleito em mandatos consecutivos. Este senhor Waldemir, esta há quase vinte anos, como presidente daquela entidade sindical.

Não esquecendo que este senhor, é acusado de malversação de recursos do sindicato e de enriquecimento ilícito. Alguns seus aliados, chama-o de o DON CORLEONE do sindicalismo do Amazonas.

Figuras insólitas, como o Presidente do Sindicato dos Metalógicos do Amazonas, povoaram os sindicatos de nosso estado. Seus mandatos passaram a ser “AD ETERNO”, e passaram a tratar, como se fosse aquela entidade sindical, sua propriedade.

E o trabalhador por sua vez, fica em estado letárgico, e não se insurge contra os CANALHAS e OPORTUNISTAS. Trabalhador, não esqueçam daquela máxima que diz, “Quem cala consente”.

Vamos a luta trabalhadores, fazer uma limpeza nos vários sindicatos, colocando pra correr os sindicalistas pelegos.

*Paulo Onofre é animador cultural e assessor parlamentar e membro efeitivo do diretório do PDT-AM

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