
O economista Adolfo Sachsida, integrante da coordenação do plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, correu paea afirmar na quinta-feira (8) que em um eventual governo do extremista de direita não vai privatizar a Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e “não vai” promover cortes de gastos. Suspeita-se que sejam, principalmente nos programas sociais e previdenciários.
A manifestação ocorre após reportagem da Folha de S.Paulo apontar que integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro estudam mudanças nas regras de correção de despesas obrigatórias, incluindo benefícios previdenciários e gastos com saúde e educação, com potencial de economia de R$ 250 bilhões.
Há informações de que as prais do litoral brasileiros estariam no pacote de privatizações. Conhecida como “PEC das Praias”), da qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi relator no Senado, propõe que os terrenos de marinha (faixas de 33 metros medidos a partir da linha da maré alta de 1831) de domínio da União podem ir para ocupantes privados que já possuem imóveis regularizados nessas áreas.
Adolfo Sachsida é ex-ministro de Minas e Energia e ex-integrante da equipe econômica de Paulo Guedes no governo Jair Bolsonaro. Ele afirmou que o ajuste fiscal será concentrado nos excessos da administração pública.
Mudanças no salário mínimo
Entre as medidas em discussão estariam mudanças na vinculação dos reajustes de aposentadorias e do BPC ao salário mínimo, além de alterações nas regras dos pisos constitucionais de saúde e educação.
Sachsida também defendeu a redução da estrutura administrativa federal. “Vamos reduzir ministérios, vamos reduzir desperdício, vamos respeitar o dinheiro público”, afirmou.
Tesouraço do Flávio
As declarações reforçam parte das propostas apresentadas no programa econômico de Flávio Bolsonaro, que prevê um “tesouraço” na máquina pública. Como mostrou a Forbes, o documento propõe cortar pelo menos dez ministérios, reduzir cargos comissionados e combater supersalários, além de reformular as regras fiscais para conter o crescimento da dívida pública.
O programa, porém, não informa quanto o governo pretende economizar com essas medidas nem apresenta estimativas sobre o impacto da redução de impostos na arrecadação. Sachsida também não detalhou esses valores na nova declaração.
O economista não especificou quais impostos seriam reduzidos, em que prazo ou como o governo compensaria uma eventual perda de arrecadação.
Com informação do MSN




