A Festa da Copa – Por: Garcia Neto

Professor Garcia Neto

Professor Garcia Neto
Professor Garcia Neto

Desde a cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2014, cada jogo tem sido comemorado com muitas cores, bastante garra e amor pelos torcedores mais fanáticos, sejam brasileiros ou estrangeiros, chegando até a algumas provocações nas arquibancadas em algumas arenas. Fora dos estádios, grupos de manifestantes aproveitam para fazerem protestos contra a Fifa e a realização da Copa no Brasil.
Em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, por exemplo, grupos começam a passeata em local pré-determinado e tentam chegar o mais perto possível do local do evento.
Com ou sem manifestos, greves, black blocs, assaltos, arrastões ou atos de vandalismos a copa está aí, com a bola rolando, com o país entupido de visitantes em variadas localidades do país nunca antes divulgados para o mundo. Esquecem-se os manifestantes que o momento não é favorável a conflitos ou guerra de nervos que as elites petistas, negras, brancas ou pardas deste país tentam impor.
O momento é de paz, o momento é para mostrar ao mundo que somos cidadãos educados e que sabemos, sobretudo, receber bem nossos turistas.
Por ser ano eleitoral, qualquer tipo de barulho poderá fortalecer a imagem do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que já está dizendo que a Copa “tornou-se objeto de feroz luta política e eleitoral no Brasil”. Quanto as vaias e xingamentos à presidente Dilma Rousseff, pode-se considerar um grande equivoco, lembrando que, enquanto o Governo federal abria as torneiras para derramar dinheiro para alimentar as obras das arenas e satisfazer outras exigências da Fifa não se via atos de protestos e nem de vandalismos, tudo tinha que ser bonitinho, no padrão Fifa, e pronto.
Portanto, a presidente não merecia ser hostilizada diante do mundo, embora devemos reconhecer que existem certas elites grosseiras, mal educadas, dispostas a lavar roupa suja na frente de estranhos.
O Brasil está vivendo e vivenciando o mais completo padrão Fifa, preços da diária de hotéis nas alturas, o preço de uma água de coco lá em cima, até o picolé está impagável. Tudo caro, insuportável e o turista já está evitando comprar desses gulosos useiros e vezeiros Aliás, o verdadeiro “padrão Fifa” virou moda com a cerimônia de abertura da Copa na Arena Corinthians, com um espetáculo inesquecível, onde deveria ser mostrando nossas tradições culturais, nossas raízes, nossa arte popular, deveria ser um espetáculo mostrando ao mundo o que o Brasil pretende para o futuro. Mas, tudo mostrado foi mais importante que uma simples samambaia.
Espera-se que até o dia da decisão (13 de julho) tudo ocorra dentro da mais completa civilidade, que todos os festejos durante esse período sejam bacanas, coloridas, legítimos, e que qualquer ruído de manifestos de grupos ocorra com o devido respeito. Mesmo os sinais dando conta de que a seleção brasileira não chega lá, a festa deve ser de todos, sadia e democrática.
*Garcia Neto é: professor, escritor, jornalista…

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