
A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos e a divulgação de uma carta podem afetar os planos políticos do senador. Para Cristiano Noronha, vice-presidente da consultoria Arko Advice, ele poderá enfrentar um cenário de inelegibilidade, assim como ocorreu com o pai, Jair Bolsonaro, e o irmão, Eduardo Bolsonaro.
Durante entrevista ao programa WW, da CNN Brasil, Noronha também questionou a capacidade de Flávio de manter o protagonismo entre os opositores ao governo. Segundo o analista, autodeclarar-se líder não significa, necessariamente, conquistar apoio para conduzir a oposição. Ele observou ainda que representantes políticos no Brasil já reconheceram o resultado oficial das eleições divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A situação também pode reduzir as opções de Jair Bolsonaro para a sucessão política familiar. De acordo com Noronha, Carlos Bolsonaro (PL), senador eleito por Santa Catarina, não é considerado por aliados próximos uma alternativa viável para disputar a Presidência da República.
Com isso, Michelle Bolsonaro surge entre os nomes cogitados para representar o grupo político. A ex-primeira-dama foi eleita senadora e já teve seu nome mencionado como possível candidata ao Palácio do Planalto.
Na avaliação de Noronha, a saída de Flávio do país, associada aos inquéritos e às investigações em andamento, pode comprometer seus planos eleitorais e abrir caminho para uma eventual inelegibilidade.




