
A fumaça das queimadas deixou a qualidade do ar péssima ou muito ruim em nove municípios do interior do Amazonas nesta segunda-feira (2). Os piores índices foram registrados no Leste do estado, próximo à divisa com o Pará.
Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA, Parintins apresentou o pior índice. Na Vila Amazônia, a concentração de partículas PM2.5 chegou a 243,2 µg/m³ às 9h. No Centro, foi de 193,9 µg/m³. Nos dois locais, a qualidade do ar era péssima.
Barreirinha (128,5 µg/m³), Silves (135,2 µg/m³) e Itapiranga (137,8 µg/m³) também registraram índices péssimos.
Já Itacoatiara, Maués, Boa Vista do Ramos, Urucurituba e São Sebastião do Uatumã apresentaram qualidade do ar muito ruim. Urucará era o único município da região com índice considerado bom.
Qualidade do ar em Manaus
Na capital, a qualidade do ar era moderada. Dos 12 sensores do Selva, apenas o instalado no Distrito Industrial I registrava índice ruim. Nos demais pontos, as medições variavam entre 41 e 49,3 µg/m³.
Estiagem afeta 62 municípios
Até domingo (1º), 47 municípios do Amazonas estavam em emergência e outros 15 em alerta devido à estiagem. Segundo o governo estadual, cerca de 146,4 mil famílias foram afetadas.
O estado mantém uma operação de combate às queimadas com cerca de 1,5 mil profissionais e 18 aeronaves. Outros 153 brigadistas foram contratados pelo programa Floresta em Pé.
O governo também proibiu o uso do fogo por 120 dias, exceto nos casos previstos em lei, e decretou emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem.
Fonte: g1/Amazonas




