IDH mostra que o Brasil não evoluiu nada – Por Garcia Neto


Favelas na Rio de Janeiro.
Favelas na Rio de Janeiro.

Contrariando as expectativas de crescimento econômico para este ano, o Brasil aparece ranqueado na 79ª colocação no relatório da ONU, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,744, o que demonstra que o país vem evoluindo em ritmo cada vez mais lento.
No relatório de 2013, com dados de 2012, o Brasil apareceu na 80ª colocação com um índice de 0,742. O IDH leva em conta a expectativa de vida, a escolaridade e a renda média da população.
Os dados da ONU foram contestados pelos ministros Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Henrique Paim (Educação) e Arthur Chioro (Saúde). Eles apresentaram dados mais recentes e bem mais favoráveis ao Brasil que não foram utilizados na atualização do ranking.
As informações dos ministros dizem respeito às expectativas de vida que seria de 74,8, e não 73,9 anos, e a de escolaridade das crianças que ingressam no sistema de ensino, que seria de 16,3, e não de 15,2.

Favelas na cidade de São Paulo.
Favelas na cidade de São Paulo.

O Brasil continua a ter um IDH inferior ao de outros países latino-americanos, como Chile, Argentina, Cuba e Uruguai. Os que foram beneficiados com aquela ajudinha brasileira pelo governo petista aparecem bem classificados no ranking, entre eles Cuba, 44º, com nota 0,815; Uruguai, 50º no ranking, com nota 0,790, e Venezuela, 67º, com nota 0,764. A desigualdade social continua sendo um problema sério no Brasil.
Figurando entre os 10 maiores do mundo em riquezas naturais, o Brasil continua sendo um país injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos entre a população. E o quadro é o de um país rico com muitas pessoas pobres, devido ao fenômeno da desigualdade social, que é elevado, colocando o país entre os 10 maiores com índices de disparidade social – já incluídos as desigualdades na renda, na educação e na expectativa de vida da população.
Estudos mostram que as principais causas de tanta desproporcionalidade social são a falta de acesso à educação de qualidade, uma política fiscal injusta, baixos salários e dificuldade da população em desfrutar de serviços básicos oferecidos pelo Estado, como saúde, transporte público e saneamento básico. E o que fazer para acabar com o problema da desigualdade no Brasil?
Muito difícil, e como se não bastassem tantos sofrimentos, a seleção brasileira decepciona no jogo contra a Alemanha, o 6º país com o melhor IDH, com nota 0,911. Não vale a pena chorar a goleada de 7 a 1 nem lamentar a goleada de 1 a 7. O brasileiro deveria se insurgir contra mais este descaso do governo petista, que coloca o Brasil entre os mais injustos do mundo.
*Garcia Neto é jornalista e professor universitário (UFAM)

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