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Igreja Católica é espionada e vista como ‘inimiga’ do governo

Governador Flávio Dino diz que igreja espionada é um dos maiores escândalos da história do Brasil – foto: montagem 247
Redação
Escrito por Redação

O governador do Maranhão, Flávio Dino, criticou a postura do governo brasileiro, que, através da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Augusto Heleno, espiona os bispos membros da CNBB; “Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como ‘inimiga interna’, estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. Inaceitável a volta da ‘doutrina da segurança nacional’ da ditadura”, denunciou o governador.

O Palácio do Planalto quer conter o avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro. Na visão do bolsonarismo, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se organizando para liderar debates em conjunto com a esquerda.

O alerta ao governo veio de informes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Heleno, e dos comandos militares. Os relatos são de encontros recentes de cardeais brasileiros com o papa Francisco para discutir o Sínodo sobre Amazônia, que reunirá em Roma, no mês de outubro, bispos de todos os continentes.

Governador Flávio Dino diz que igreja espionada é um dos maiores escândalos da história do Brasil – foto: montagem 247

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que “durante 23 dias, o Vaticano vai discutir a situação da Amazônia e tratar de temas considerados pelo governo brasileiro como uma ‘agenda da esquerda.

O debate irá abordar a situação de povos indígenas, mudanças climáticas provocadas por desmatamento e quilombolas. ‘Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí’, disse o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que comanda a contraofensiva.”

Post no perfil do governador Flávio Dino – foto: recorte

A matéria ainda informa que “com base em documentos que circularam no Planalto, militares do GSI avaliaram que os setores da Igreja aliados a movimentos sociais e partidos de esquerda, integrantes do chamado ‘clero progressista’, pretenderiam aproveitar o Sínodo para criticar o governo Bolsonaro e obter impacto internacional. ‘Achamos que isso é interferência em assunto interno do Brasil’, disse Heleno.

Escritórios da Abin em Manaus, Belém, Marabá, no sudoeste paraense (epicentro de conflitos agrários), e Boa Vista (que monitoram a presença de estrangeiros nas terras indígenas ianomâmi e Raposa Serra do Sol) estão sendo mobilizados para acompanhar reuniões preparatórias para o Sínodo em paróquias e dioceses.”

Brasil 247

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