
Candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo do partido bolsonarista (PL) questiona na Justiça decreto voltado à prevenção de secas, incêndios e eventos extremos criado pelo prefeito Renarto Junior – O MP-AM se manifestou pela improcedência da ação
Enquanto Manaus enfrenta uma das piores situações de qualidade do ar dos últimos meses, provocada pela intensa fumaça das queimadas, uma ação movida pela candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair (PL) coloca no centro da campanha eleitoral uma discussão delicada: fazendo crítica negativa e criando resistência às políticas de enfrentamento da crise climática.
Maria do Carmo ingressou na Justiça com uma ação popular pedindo a suspensão e posterior anulação integral do Decreto Estadual nº 54.274/2026, criado para organizar medidas preventivas e de resposta a situações como seca severa, incêndios florestais, ondas de calor, escassez de água e outros eventos climáticos extremos.
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), entende que o poder público não precisa esperar que uma tragédia ambiental esteja instalada para adotar medidas preventivas.
Negacionismo e rede de esgoto
A controvérsia vai além do processo judicial. É possível discutir se essa posição representa uma crítica administrativa legítima, uma divergência sobre políticas ambientais ou se se aproxima de discursos classificados por ambientalistas como negacionismo climático.
A candidato de Maria do Carmo à presidência da República, disse recentemente na mídia nacional, que o problema do clima no Brasil pode ser resolvido com a instalção de redes de esgotos pelas cidades brasileiras.
Prefeitur de Manaus
Na manhã desta quarta-feira, 23, a Prefeitura de Manaus informou que a concentração média de partículas finas PM2,5 alcançou 188,5 microgramas por metro cúbico, patamar classificado como “péssimo”. Segundo o município, a fumaça tem origem principalmente em queimadas registradas na Região Metropolitana de Manaus e no leste do Amazonas.
Dados divulgados pela Folha de S.Paulo, com base no sistema de monitoramento da Universidade do Estado do Amazonas, apontaram registros ainda mais elevados em alguns pontos da capital, chegando a 291 µg/m³ de material particulado fino.
Comitê de crise
O cenário levou a Prefeitura a reunir o Comitê de Crise Climática e colocar Manaus em estado de atenção. Entre as medidas anunciadas estão o monitoramento de focos de incêndio por drones, ações preventivas na zona rural e medidas para reduzir os impactos da fumaça sobre a população.
Apelação política
Maria do Crmo, contudo, não pede apenas a retirada de um trecho específico relacionado a gastos ou procedimentos administrativos. O pedido, conforme divulgado, a candidata é apelativa e inconsequente, ao tentar suspender integralmente o decreto que estabelece a estrutura de resposta estadual para eventos climáticos extremos.
Flávio Bolsonaro pede ESGOTO, Maria do Carmo pede FUMAÇA para resolver o problema do clima:




