Inédito: acordo entre sindicato patronal e a CUT reúne 80% das indústria do PIM

Wilson Périco, Nelson Azevedo e Valdemir Santana - foto: recorte/arquivo

Quando representantes empresariais, sindicatos e centrais sindicais se empenham na mesma proposta, o resultado é sempre o melhor que pode acontecer para o Estado, para as indústrias e para os trabalhadores.

A avaliação é do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AM), Valdemir Santana, diante do pedido de parceria feito por ele aos presidentes e diretores de federações patronais, para que as indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM), flexibilizassem os horários de entrada e saída dos trabalhadores, durante o período de conflitos social ocorrido semana passada na capital amazonense e no interior do Estado.

A conversa formal feita entre os representantes empresariais do Amazonas, Nelson Azevedo, Wilson Périco e o presidente da CUT, Valdemir Santana, fez com que mais de 80% das indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM), aderissem ao acordo que dispensou ou adiou a entrada de trabalhadores nas fábricas nos horários críticos.

Também foi visto como importante e positivo para o sindicalista, a decisão dos empresários de manter os salários intactos, sem descontos das horas não trabalhadas durante o período de conflitos sociais em Manaus. “Em nome dos trabalhadores, quero agradecer a compreensão dos empresários”, disse ele.

Insensível

Santana lamenta no entanto, a decisão da empresa que fatura mais de ‘5 Bilhão de Dólares/ano’, como a coreana Samsung da Amazônia, de não ter a sensibilidade e nem a preocupação de saber que estava colocando a vida de seus funcionários em risco e, não dispensou ninguém, nem mesmo dos horários mais críticos (turno das 04: hs).

A Samsung tem o histórico de exploração da mão-de-obra amazonense, com baixos salários e serviços terceirizados e temporários, para não pagar os encargos trabalhistas, FGTS, plano de saúde e impostos. “Mas colocar a vida de trabalhadores em risco, aí é passar dos limites do irracional”, aponta Santana.

Quem seguiu os 20% do caminho genocida da Samsung, foram as empresas P&G, Bic, a empresa Baip, Transire, Elgin, 3M, LG, Panasonic e a Salcomp. Para o presidente da CUT, são empresas que só tem compromisso com o lucro e com os incentivos recebidos do Estado, mas que em nada se preocupam com a vida de quem produz. No caso, os trabalhadores amazonenses.

Positivo 

A indústria de informática Positivo, citada na notícia anterior como também tendo forçado a permanências dos seus funcionários nos horários sugeridos pela CUT, como de extremo perigo, foi uma das que aderiram à sugestão dos representantes empresariais. Ou seja, dispensou seus trabalhadores até que a vida da cidade voltasse à normalidade, como vem acontecendo agora.

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