Janot sobre Lava Jato: ‘Roubaram orgulho dos brasileiros’

Janot, em coletiva em Curitiba, sobre indiciados da Lava Jato/Foto: Wagner Rosário
Janot, em coletiva em Curitiba, sobre indiciados da Lava Jato/Foto: Wagner Rosário
Janot, em coletiva em Curitiba, sobre indiciados da Lava Jato/Foto: Wagner Rosário

Ao abrir a entrevista coletiva da Força Tarefa do Ministério Público Federal sobre a nova série de denúncias, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que os empresários, lobistas e demais operadores envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras roubaram o orgulho dos brasileiros.

“A complexidade dos fatos nos leva a intuir a dimensão desta investigação. Essas pessoas, na verdade, roubaram o orgulho dos brasileiros”, disse, garantindo que esta denúncia é apenas mais uma etapa de uma investigação que está longe de acabar. “Este não será um trabalho de tempo rápido. Demandará ainda algum tempo para a completa elucidação. Meu papel aqui é dar apoio a essa nova fase que se inicia”, completa Janot.

Janot apenas abriu a entrevista, disse estar em Curitiba para dar todo apoio à força-tarefa, e logo passou a palavra para um dos coordenadores do trabalho, o procurador Deltan Dellagnol, que afirmou que, em um cenário ideal, todos os contratos com o poder público das empreiteiras denunciadas deveriam ser suspensos. “Há fortes idícios de que essas empresas corromperam a Petrobras e outros órgãos públicos. O ideal seria isso (a suspensão dos contratos), mas isso não dá. A única saída é a prisão dos envolvidos para que o esquema não se perpetue”, afirma Dellagnol.

Dellagnol, que explicou todo o fluxograma do esquema, confirmou a existência do “clube das empreiteiras”, dizendo que o MPF se deparou com um jogo de cartas marcadas. “As empresas simularam um ambiente de competição, fraudaram o processo e, em reuniões secretas, definiam quem iria ganhar as licitações”. Segundo o procurador, foram identificados 154 atos de corrupção cometidos pelos 35 denunciados. Com os documentos apreendidos, o MPF pede indenização de R$ 1 bilhão às empresas envolvidas, que seria 3% dos contratos por elas firmados com a Petrobras, montante que, de acordo com as delações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, era destinado ao pagamento de propina.(Terra)

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