Josué Neto quer debater nova forma de tratamento da Tuberculose

Josué Neto quer debater em audiência pesquisa sobre tuberculose/Foto: Divulgação

O deputado Josué Neto (PSD) solicitou, hoje, quarta-feira (24), a realização de uma Audiência Pública para debater a Pesquisa realizada pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), que busca identificar novas formas de controle da Tuberculose, estudo que, inédito no mundo, pretende identificar fatores genéticos relacionados a falhas e efeitos colaterais do tratamento convencional da Tuberculose.
De acordo com o deputado, o objetivo da reunião é conhecer e compreender melhor a importância do projeto e de seus benefícios. Ele acredita que, dependendo dos resultados obtidos até agora, o Parlamento pode contribuir e lutar por mais recursos para viabilizar maior incentivo à pesquisa e meios de aplicação inicial à nossa realidade.

Josué Neto quer debater em audiência pesquisa sobre tuberculose/Foto: Divulgação

“É uma pesquisa que muito nos interessa, principalmente pelo número de mortes que essa doença ainda causa em todo mundo, e não é diferente aqui no Amazonas. Em 2016 registramos 2.781 casos de tuberculose. Quase três mil pessoas doentes não são pouca coisa se considerarmos que é uma doença que tem tratamento, que tem cura”, afirmou.

No Brasil aproximadamente 70 mil novos casos são registrados por ano, e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença. Amazonas lidera os casos da doença no país, e apesar de ter havido redução de 3% em relação aos casos registrados em 2015, o número de mortes aumentou 16,5% no mesmo período, passando de 127 para 148, a maioria das vítimas de Manaus. A tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a Audiência foram convidados os pesquisadores responsáveis pela pesquisa, como o coordenador do projeto na FMT-HVD, Marcelo Cordeiro, além de representantes de instituições de saúde e da comunidade científica, como as Secretarias de Saúde do Estado (Susam) e de Manaus (Semsa), e das Universidades Federal do Amazonas (Ufam) e do Estado do Amazonas (UEA).

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