
Golpistas estão criando lojas online falsas para aproveitar a Black Friday e enganar consumidores. Páginas que imitam Shopee e Havan foram identificadas pela ESET: elas copiam o visual das lojas oficiais, oferecem descontos de até 70% e aceitam apenas PIX. Um dos sites anunciava um videogame por R$ 2 mil, abaixo dos R$ 3 mil cobrados em lojas confiáveis.
A Shopee afirmou que age junto às autoridades sempre que identifica suspeitas de fraude; a Havan não respondeu. Segundo a ESET, os links falsos circulam em anúncios nas redes sociais, e-mails e SMS. As páginas usam táticas de urgência — contagem regressiva e “últimas unidades” — para pressionar o consumidor e pedem dados pessoais na etapa de pagamento.
Um levantamento da Check Point registrou mais de 1.519 novos domínios usando nomes de grandes varejistas em outubro, alta de 24% em relação a setembro.
Como se proteger:
- Confira o endereço (URL): grandes empresas usam “.com.br” ou “.com”. Desconfie de variações estranhas, como “Shope” ou domínios incomuns (ex.: “.app”).
- Observe a estrutura do site: páginas falsas costumam ter falhas visuais e links quebrados.
- Desconfie de urgência: contagens regressivas e alertas de “últimas unidades” são comuns em golpes.
- Cuidado com preços muito baixos: ofertas muito abaixo do mercado são sinal de fraude.
- Evite lojas que aceitam só PIX: essa é uma prática frequente entre golpistas.
- Se cair em um golpe: contate o banco imediatamente e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para tentar reverter o PIX.
O que disse a Shopee
“A informação sobre uma página externa que seria da Shopee com ofertas de Black Friday é falsa. Reforçamos que as promoções e as comunicações do marketplace são feitas pelo aplicativo, site oficial ou nas redes sociais proprietárias, e que todas as compras devem ocorrer somente dentro da plataforma.
A Shopee leva muito a sério a segurança de seus usuários e realiza monitoramento contínuo para identificar possíveis golpes ou usos indevidos da marca. Sempre que suspeitas de fraude são detectadas atuamos imediatamente junto às autoridades competentes e aos provedores para solicitar a retirada de qualquer página irregular.”
Fonte: g1




