Lula coordena pré-campanha de dentro da prisão

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - foto: divulgação

Há três meses, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está preso após a condenação sem provas pelo caso do tríplex no Guarujá e de dentro da prisão está coordenando sua pré-campanha a Presidente da República.

A partir da cadeia, o ex-presidente confirmou a sua pré-candidato do PT à Presidência da República, articulou uma agenda internacional com lideranças brasileiras denunciando sua prisão política e injusta; orientou seus advogados entrarem com recursos ao Poder Judiciário para garantir para provar sua inocência em liberdade, até a última instância. De dentro da cadeia coordenou o lançamento de sua candidatura nos Estados e depois o lançamento nacional. Esboçou as diretrizes de seu programa de governo.

Na política de alianças orientou a direção nacional do partido a se aliar prioritariamente com PSB e PCdoB para garantir um palanque nos Estados e ampliar a base de apoio dirigente.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – foto: divulgação

Lula indicou os nomes para compor a Coordenação da Campanha presidencial deste ano. Foram indicados o ex-presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli (coordenador-geral-executivo), os ex-ministros Ricardo Berzoini (coordenador de finanças), Luiz Dulci e Gilberto Carvalho, e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. O coordenador-geral do programa Lula de governo é o ex-prefeito Fernando Haddad.

Faltam 40 dias para o registro das candidaturas e início oficial das eleições, em 15 de agosto, Lula escreveu uma carta, dia 03 de julho, para a direção nacional do PT reafirmando sua candidatura e disposição de ir até as últimas consequências custe o que custar.

Enviou uma carta que foi lida pela presidente nacional da sigla, senadora Gleisi Hoffmann, durante reunião da Executiva Nacional do PT, dia 03, em Brasília, onde Lula destacou: “É dramática e cruel a dúvida entre continuar acreditando que possa haver Justiça e a recusa de participar de uma farsa. Por isso, até que apresentem pelo menos uma prova material que macule minha inocência, sou candidato a Presidente da República.

Desafio meus acusadores a apresentar esta prova até o dia 15 de agosto deste ano, quando minha candidatura será registrada na Justiça Eleitoral. E finaliza desafiando seus algozes: “Se não querem que eu seja Presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas”. Sentenciou Lula.

Ao receber na quinta-feira (5) a visita do ex-presidente do PT Rui Falcão e do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) João Pedro Stédile, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou ao ex-presidente do PT sua disposição de ser candidato. “Está muito animado e disposto (…) Em primeiro lugar, ele disse que é candidato. Não apenas pela disposição, mas porque o povo quer isso. Também, centenas de juristas estão garantindo que ele pode ser”, disse Falcão.

O PT decidiu fazer mobilizações em todo o país, culminando, no dia 15 de agosto, com uma grande marcha popular a Brasília para o registro da candidatura Lula no Tribunal Superior Eleitoral.

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