Mais artistas amazonenses participam de ‘Amazônia, Ciclos de Modernidade’

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Exposição “Amazônia, Ciclos de Modernidade”/Foto: Divulgação

Oito artistas amazonenses foram inseridos e ganharam destaque dentro da renomada exposição “Amazônia, Ciclos de Modernidade” que circula o País, mas chega para temporada em Manaus, de 5 de junho. A exposição se manterá em cartaz até 3 de agosto, ocupando todas as salas do Centro Cultural Palácio da Justiça, dentro da programação “Amazonas de Todas as Artes”, do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura.

Obras dos artistas amazonenses Rita Loureiro, Manoel Santiago, Otoni Mesquita, Jair Jacqmont, Sérgio Cardoso, Óscar Ramos, Jandr Reis e Turenko Beça mesclam várias gerações de artistas da terra, nos mais diversos estilos.

A exposição já tinha no casting obras dos amazonenses Roberto Evangelista e Rodrigo Braga.

Com curadoria de Paulo Herkenhoff, “Amazônia, Ciclos de Modernidade” foi selecionada pelo Programa Petrobrás Cultural e, em Manaus, tem apoio do Governo do Amazonas.

Na verdade, Herkenhoff é uma referência em curadoria. Paulo é crítico e autor de diversos livros sobre arte. Ele esteve à frente da 24ª edição da Bienal de São Paulo e foi curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu Nacional de Belas Artes, na mesma cidade, além de ter atuado como curador-adjunto do Departamento de Pintura e Escultura do MoMa, em Nova York. Participou ainda do comitê que indicou a diretora artística da Documenta de Kassel de 2012 e, atualmente, é o diretor cultural do Museu de Arte do Rio – MAR, inaugurado em março de 2013.

Amazonas, Amazônia

A participação dos amazonenses na exposição “Amazônia, Ciclos de Modernidade” acontece com destaque especial na sala “O Ciclo da Borracha” que reúne pinturas representativas da história do Amazonas como as telas de Manoel Santiago (A Cobra Grande) e Rita Loureiro, todas do acervo da Pinacoteca do Amazonas.

Entre os artistas contemporâneos, ressaltam-se as obras de Jair Jacqmont, Otoni Mesquita, Sergio Cardoso, Óscar Ramos, Jandr Reis e Turenko Beça.

Otoni Mesquita, por exemplo, participa com “Oferenda do Eldorado”, na verdade, uma instalação composta por sementes de seringueiras e inajás. A obra é “filha” de outra instalação intitulada “Achados do El Dorado”, que foi exposta no 32º Arte Pará e no qual estava presente Paulo Herkenhoff.

De acordo com Mesquita, “Oferenda do Eldorado” é uma inspiração em cima da importância da borracha para a Amazônia. “Sem a borracha não haveria como discutirmos qualquer coisa em torno de riqueza na região. Ela, sem dúvida, era o nosso El Dorado”, declara. A instalação será apresentada numa vitrine horizontal, medindo aproximadamente 1,20 m por 60 cm.

“Quero ressaltar que a participação de artistas amazonenses nessa exposição é fundamental, sobretudo por tratar de nossa região com um olhar que vai além do aspecto artístico, mas que possibilita aos artistas participarem da discussão a partir de suas obras e fiquei muito satisfeito por estar incluso nisso”, disse Otoni.

Quanto a Turenko Beça, a instalação que está na mostra é a “Encontro das Águas”, uma peça de 2,20 metros de altura por 1,20 metros de largura que ocupa toda uma sala.

Feita com resina acrílica e piracuí de bodó, a obra mostra a influência da água, do peixe e dos elementos mais naturais da Amazônia. “Essa técnica destaca a translucidez, a transparência que busco e acredito que será um destaque dentro de uma exposição tão importante. Quero aqui ressaltar minha admiração pelo trabalho de Paulo Herkenhoff que acompanha há muito tempo e, claro, estar do lado de artistas como Otoni Mesquita, Jandr Reis ou Rita Loureiro é uma honra”, diz Turenko.

Jandr Reis, por outro lado, trará para a exposição sua folha gigante que ele intitula Cocolobaçu. A instalação foi feita em técnica de pigmentação sobre algodão cru. Tudo isso com 3mx4m. Isso porque, para o artista, ele procurou “mumificar a floresta”. “Vi na folha gigante da Amazônia a representação do ser humano, do oxigênio, do gigantismo e da biodiversidade”, declarou.

De acordo com Jandr Reis, ele estar entre os convidados da exposição “Amazônia, Ciclos da Modernidade” é um reconhecimento importante. “Estou muito feliz. Afinal, há anos me dedico a isso. Tenho certeza que sou merecedor de estar entre obras de Jair Jacmont, Oscar Ramos, Sergio Cardoso. Será um grande momento”, destacou.

“Amazônia, Ciclos de Modernidade” tem o conceito de apresentar a cultura visual da região através de sua arte e determinadas particularidades antropológicas, desenhos científicos, arquitetura e urbanismo. Tudo isso mostrando dois períodos de modernidade: o Iluminismo (século XVIII) e o Ciclo da Borracha (início do século XX), reunindo cerca de 100 obras.

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