
Manaus está entre as cidades mais vulneráveis aos efeitos das altas temperaturas no mundo. A capital amazonense aparece na nona posição de um ranking que avaliou 205 megacidades, com índice de 0,96 em uma escala de risco que vai de zero a um.
Os dados são do estudo “Além da exposição”, elaborado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram não apenas as condições climáticas, mas também a estrutura urbana das cidades.
Em Manaus, as temperaturas frequentemente acima de 30°C, a baixa umidade do ar e a diminuição da cobertura vegetal contribuem para agravar a sensação de calor. A substituição de áreas verdes por construções e pavimentação favorece o surgimento das chamadas ilhas de calor.
Além do desconforto térmico, as temperaturas elevadas representam riscos à saúde. A exposição prolongada ao calor pode provocar desidratação e insolação, com sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas, vômitos e cansaço intenso. Para reduzir esses riscos, especialistas orientam evitar atividades físicas e exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade, especialmente entre 9h e 17h.
Entre as medidas apontadas para enfrentar o problema estão a ampliação das áreas verdes, o investimento em arborização e paisagismo e a melhoria do planejamento urbano. Também são necessárias ações voltadas ao saneamento básico e ao escoamento das águas, como parte de uma estratégia para tornar Manaus menos vulnerável às altas temperaturas.




