Mercado financeiro reajusta projeção para PIB e inflação neste ano

A projeção para o PIB neste ano foi ajustada de 0,83% para 0,8% - Foto: Divulgação

Apesar de tímida recuperação, tendência é um crescimento menor do que o esperado para o final do ano

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve uma alta de 0,4% no segundo trimestre deste ano — embora com um crescimento muito tímido, a projeção do mercado era de alta de 0,2%. Apesar de uma sensível melhora, o mercado financeiro reajustou as expectativas para o PIB e para a inflação no final do ano.

De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central semanalmente, a projeção para o PIB neste ano foi ajustada de 0,83% para 0,8%. A pesquisa também mostra que a expectativa para 2020 também é menor: foi de 2,20% para 2,10%. Para 2021 e 2022, a estimativa de crescimento se manteve estável: 2,50%.

A estimativa de inflação, calculada por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também foi reajustada. Agora, a perspectiva é de 3,65%, ante os 3,71% divulgados na última projeção. Para 2020, a estimativa caiu de 3,90% para 3,85%. Não houve mudança para 2021 e 2022: os números para a inflação se mantiveram em 3,75% e 3,50%, respectivamente.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) tem uma meta de inflação na casa dos 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O mercado financeiro estima que a taxa básica de juros (Selic) deve ficar em 5% no final de 2019, 5,25% em 2020 e 7% em 2021 e 2022. Esse é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros estão mais baixos, a tendência é o estímulo à produção e ao consumo. Nesse cenário, o mercado fica mais aquecido, com mais emissão de notas fiscais entre empresas e prestadores de serviço e maior demanda de consumo. Já quando a demanda está muito alta, a política é aumentar os juros para frear o consumo e estimular o aporte em investimentos de renda fixa, sobretudo a poupança.

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