Mesmo com poucas colaboradoras, mercado de tecnologia busca por mais mulheres

Sara Hughes, CEO da Scaffold Education - Foto: Divulgação

Em pleno século XXI, o mercado de trabalho ainda é, em sua maioria, composto por homens. Na área de tecnologia não é diferente, pois o público feminino representa menos que 30% do quadro funcional das empresas.

De acordo com a CEO da Scaffold Education, Sara Hughes, para mudar este cenário é preciso incentivar meninas desde cedo a ingressarem na faculdade em curso de tecnologia. “É necessário enxergar o trabalho na área de tecnologia como uma oportunidade de trabalhar com a sociedade, na parte de humanidade, não é apenas uma questão de números”, explicou. “As mulheres têm que entrar no jogo porque são capazes”, completou.

A especialista informou que há muitas vagas no mercado de tecnologia, a demanda de cursos livres e gratuitos também existe, mas faltam pessoas. “As mulheres devem ir mais atrás, se qualificar, se aperfeiçoar, sem esperar muito para entrar no mercado. Se arriscar mesmo”, frisou.

Mesmo com as grandes possibilidades oferecidas no segmento, as mulheres ainda encontram problemas que podem até ser considerados fúteis por colegas de trabalho. Na avaliação de Sara Hughes, o que atrapalha o público feminino no mercado de trabalho é, talvez, a carga horária porque tecnologia não tem fim e pode resultar em uma qualidade de vida abaixo do esperado por não sobrar tempo para outras atividades como lazer ou ficar com a família.

Com a pandemia de covid-19, o horário de trabalho pôde ter um pouco de flexibilidade. “O home office ajudou na permanência das mulheres no mercado durante a pandemia, mas atrapalhou também devido a jornada dupla assumida pelas mulheres, algumas foram prejudicadas porque as empresas não entendiam que as colaboradoras também são mães, também são donas de casa e exercem outras tarefas fora da instituição”, observou Sara.

Durante o “novo normal”, há profissionais que conseguiram adequar suas atividades domésticas com as da empresa. “Na Scaffold Education conseguimos fazer dar certo. As demandas das colaboradores foram muito bem atendidas para não haver nenhum tipo de problema”, afirmou a CEO.

Conforme Sara, as mulheres entendem como fazer a gestão da casa e do trabalho, mas a empresa precisa oferecer essa flexibilidade. Quando não há flexibilidade, algumas mulheres optam por não seguir no mercado de trabalho, enquanto outras buscam a adaptação de suas rotinas.

Grandes cargos

Antigamente, os grandes cargos eram ocupados apenas por homens. Este cenário, de acordo com Sara Hughes está um pouco diferente.

“Hoje as mulheres estão aparecendo mais, mas precisam se lançar por também merecerem. Ou seja, não devem esperar, mas se arriscar para conquistar o cargo tão desejado. Há inúmeras possibilidades”, destacou.

Além disso, na avaliação da especialista, ainda há outro fator importante para a entrada e permanência das mulheres no mercado da tecnologia. “As empresas precisam entender que devem atender a todos, gerar vagas com diversidade e divulgar esses postos disponíveis com a imagem feminina. Colocar uma mulher na propaganda é um forte atrativo nesse momento. É necessário que a forma de seleção mostre que há mulheres selecionadas e avanço nas promoções”, exemplificou.

No entanto, é preciso ter bastante atenção na hora da contratação. A análise do perfil de novos colaboradores é de extrema importância.

“Não é bom para a instituição contratar perfis parecidos, é sempre bom encontrar perfis distintos, que priorizem coerência em todos os setores e também com os demais colaboradores”, afirmou Sara.

Inúmeros desafios

Quanto à competitividade, Sara Hughes explicou que por apresentar muitos desafios, a área de tecnologia é extremamente dinâmica e competitiva. Ou seja, os profissionais da área costumam ser solícitos.

“Os desafios são inúmeros, os problemas são tão difíceis que apenas uma pessoa pode não encontrar a solução”, comentou.

Outro desafio diz respeito ao lado financeiro. De acordo com Sara, o salário para as diversas funções na área de tecnologia é igual em algumas instituições, pois valorizam as mulheres. Mas isso não acontece em todas as organizações.

Sara destacou, ainda, que, além da valorização, é necessário que as mulheres sempre busquem qualificação. “Uma mulher gestora dentro da empresa é pouco. A diversidade na gestão é importante. Muitas mulheres sobem rapidamente nas empresas. A mulher tem um papel importante na sociedade e muitas migram de empresas em busca das melhores oportunidades”, disse Sara.

Sobre a Scaffold Education

A Scaffold Education surgiu para propor melhores experiências personalizadas de aprendizagem por meio da tecnologia. A empresa potencializa os resultados de empresas de todo país com o desenvolvimento de equipes e comunidades.

A Scaffold Education é uma plataforma de Gestão da Aprendizagem para treinamentos online e presenciais que personalizando a aprendizagem com conteúdos direcionados com para uma evolução singular.

A plataforma está em constante desenvolvimento para atender as necessidades apresentadas pelos clientes. A equipe Scaffold é formada por profissionais altamente qualificados para entregar todo o potencial de desenvolvimento, engajamento e suporte necessários.

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