Moradores de Pacaraima cobram segurança na fronteira com a Venezuela

Moradores cobram mais segurança no município — Foto: Arquivo pessoal/Wendel Pereira do Vale

Moradores de Pacaraima, Norte de Roraima, manifestaram neste sábado (17) para cobrar segurança e atenção do governo federal na fronteira com a Venezuela. O município é a porta de entrada para imigrantes que chegam ao país fugindo da crise política e humanitária.

A manifestação começou por volta de 11h20 e seguiu até às 14h de maneira pacífica. Em carreata, os moradores saíram da quadra Telma Tupinambá, passaram pelo centro comercial, pela frente do abrigo Janokoida, onde vivem imigrantes indígenas. Depois, seguiram rumo à rodoviária e ao marco da divisa entre os dois países.

Além de veículos, muitos moradores a pé seguraram faixas e cartazes com mensagens de “Queremos nossa Pacaraima de volta”, “Queremos patrulhamento da Força Nacional”, “Brasileiros abandonados pelo governo federal”, em caminhada pelo município.

O ato em Pacaraima ocorreu um dia após o chefe da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), Filippo Grandi, vir a Boa Vista conhecer a situação dos migrantes e refugiados. O diplomata também iria à fronteira, mas cancelou a visita e deve ir a Manaus (AM).

O presidente da Associação Empresarial de Pacaraima (Assep), João Kleber, acompanhou parte da manifestação e divulgou imagens do ato em suas redes sociais.

“Queremos o aumento do efetivo da polícia aqui na cidade. Na saúde, queremos uma estrutura maior, no Exército, para que se consiga absorver essa demanda que vem aos postos de saúde e no hospital.

Moradores cobram mais segurança no município — Foto: Arquivo pessoal/Wendel Pereira do Vale

Na educação, também queremos a ampliação […]. Estão jogando o fardo da responsabilidade disso na população, por isso a população está revoltada”, disse Kleber.

A Polícia Militar da região informou que a manifestação pelas ruas da cidade foi tranquila foi pacífica, sem nenhuma alteração. O ato reuniu uma média de 50 carros e 400 pessoas.

Participantes fizeram discursos contrários a atual lei de migração do Brasil e demonstraram apoio às regras da portaria 666/2019, do ministro Sergio Moro, que trata da deportação de “estrangeiros perigosos”.

Os manifestantes reclamaram que a imigração tem sobrecarregado o sistema público do município e afirmaram ainda que a insegurança da região aumentou. Durante o protesto na linha de fronteira, eles gritaram palavras de ordem e militares do Exército fizeram uma espécie de cordão humano do lado brasileiro.

Na cidade, o Exército conta com um efetivo diário de 120 militares, mas, diante da manifestação, comunidaca com antecedência às autoridades locais, foi enviado um reforço de 40 militares para prevenir possíveis conflitos.

A PM também enviou mais 12 policiais e duas viaturas para reforçar o policiamento em Pacaraima. A Força Nacional também atua na cidade.

Neste domingo (18), completa um ano da manifestação em que os moradores de Pacaraima expulsaram imigrantes da cidade após um assalto a um comerciante. À época o Exército informou que cerca de 1,2 mil venezuelanos retornaram a Venezuela após o conflito.

Fonte: G1

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