
A continuidade da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), após o prazo de 90 dias para um “reclamado tratamento médico de extrema urgência”, depende de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O prazo de 90 dias da prisão humanitária vence neste dia 25 de junho, e o ministro solicitou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir se o benefício será renovado ou revogado.
Volta para a Papudinha
O cenário para a decisão baseia-se nos seguintes pontos: o período de 90 dias concedido em março para tratamento médico (após muita reclamação sobre uma broncopneumonia, que segundo os advogados do ex-presidente condenado disseram que era “extremamente aguda” chega ao fim e, pela decisão, o ministro terá de mandar Bolsonaro de volta para a cela preparada para ele, no Complexo Penitenciário da Papuda.
Para decidir, no entanto, o ministro precisa analisar os laudos médicos mais recentes e avaliar o comportamento do Jair Messias Bolsonaro durante o cumprimento da pena, na domiciliar.
Pistola 9mm de Bolsonaro
Um dos fatores que mais pesam contra o conenado e que está sob análise do STF, é a Pistola Glock 9mm estava em carro de militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que atua na segurança do ex-presidente.
Conduta pode ser infração administrativa ou até violação do Estatuto do Desarmamento, dizem investigadores. O segurança foi parado em uma blitz portando a arma registrada no nome do ex-presidente, o que gerou novos depoimentos.
Caso o ministro decida revogar o benefício da prisão domiciliar, Bolsonaro deverá retornar ao 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília. O local mantém a estrutura pronta para um eventual retorno do ex-chefe de governo preso e condenado por tentativa de golpe de Estado.




