
As mulheres terão maior presença no Congresso Nacional a partir de 2027. Nas eleições de 2026, 12 mulheres foram eleitas para o Senado, o maior número registrado em um único pleito desde a redemocratização.
A bancada feminina no Senado deve passar de 15 para 18 integrantes, enquanto na Câmara dos Deputados o número de parlamentares mulheres deve subir de 90 para 109.
Para a socióloga Débora Messenberg, da Universidade de Brasília (UnB), o crescimento amplia a representatividade feminina, embora o Brasil ainda esteja atrás de outros países.
Além de aumentar a presença, especialistas defendem que as parlamentares ocupem espaços de liderança e participem de decisões sobre orçamento, economia, emprego e empreendedorismo.
Entre as prioridades apontadas para o próximo Congresso estão a Política Nacional do Cuidado, o combate à violência contra a mulher, a participação feminina no mercado de trabalho e o empreendedorismo.
Para Ana Claudia Badra Cotait, presidente do CMEC, a atuação das mulheres não deve se limitar às chamadas “pautas femininas”. Educação, segurança, crédito, inovação e desenvolvimento econômico também devem estar entre os temas de sua atuação.
“Mais do que ocupar cadeiras, é preciso ocupar espaços de liderança e transformar presença em influência”, afirma.
*Com informação do Brasil 61




