
A divulgação da nova pesquisa do instituto Direto ao Ponto Pesquisas provocou uma onda de comentários nos bastidores da política amazonense.
O levantamento mostra a queda do senador Omar Aziz (PSD), que passou de 35% para 28% das intenções de voto em pouco menos de três meses e já começa a ver a aproximação perigosa de adversários. Entre eles o ex-prefeito David Almeida (Avante) que está a pouco mais de seis pontos e mais “colado” na liderança.
Essa perda de sete pontos percentuais ocorre justamente em um momento em que a disputa pelo Governo do Amazonas começa a ganhar forma. O resultado diminui a vantagem do senador e fortalece a percepção de que a corrida eleitoral está longe de ter um favorito absoluto.
Aproxição perigosa
Mais do que a queda de Omar, chamou atenção o crescimento do segundo bloco de candidatos praticamente colados na disputa. O prefeito David Almeida aparece com 21%, o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil e a Professora Maria do Carmo (do PL) flutuando na casa dos 19%. Dentro da margem de erro, os três estão em empate técnico.
O cenário desenhado pelo novo levantamento cria uma nova face para a sucessão estadual. Se antes Omar Aziz aparecia na liderança mais confortável, agora derrete muito rápido e já começa a ver diferença desaparecer para os demais concorrentes.
Estranhas coicidências
No meio político, a pesquisa do instituto Direto ao Ponto também gerou debates, questionamentos e dúvidas por conta dos atores envolvidos. O instituto é comandado por Igor Castro, filho do ex-secretário de Comunicação Paulo Castro, nome ligado ao grupo político do ex-governador Amazonino Mendes.
Ao mesmo tempo, observadores destacam a proximidade política de Igor com o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade.
Outro dado que despertou atenção foi o desempenho da Professora Maria do Carmo. Aparecendo com 19%, ela se consolida entre os nomes mais competitivos da pré-disputa e reforça a presença do grupo político ligado ao legado de Amazonino no debate eleitoral.
Embora pesquisas representem apenas um retrato do momento, seus efeitos costumam ultrapassar os números. Elas influenciam estratégias, estimulam alianças, movimentam apoiadores e servem como sinalização para lideranças e investidores políticos.




